Não te quero, quero não te querer.
Afasto a alegria que junto do teu sente o meu ser.
Giro em redor…
Fecho os olhos e giro em redor de mim…
Fecho os olhos e me encolho e, encolhida, giro em redor de mim, para dentro de mim como se sentisse de novo as minhas costas encostadas ao teu peito, suadas, coladas no teu peito, como se a minha pele e tua fizessem parte de um tecido muito fino e suave e esta sensação extremamente quente e acolhedora faz-me sentir novamente protegida pelo teu hálito quente, pelo teu abraço quente, como quando dormíamos muito abraçados, mãos dadas, dedos e pernas entrelaçados.
Giro em redor, em redor de mim mesma, braços fechados ao redor de mim, e expulso a memória táctil do teu peito encostado às minhas costas e abraço a almofada para não sentir a sombra da ausência do teu braço sob mim mas a noite me atraiçoa e sonho com as aventuras que contigo que nunca vivi.
3 comentários:
Sublime, querida.
O doce sofrimento da imaginação, definido pelas tuas palavras, é algo que toca a minha alma.
Sabes que não gosto que sofras. Espero que valha a pena, senão já sabes que vou ao teu encontro, para te resgatar daí.
Do teu colega de sofrimento,
Nuno
Como podes
Como podes
Como podes
Escrever assim...
aaahhhhh que tens o dom de evocar, não só os teus fantasmas, mas os de todos os outros que bebem as tuas palavras... palavras que criam imagens e despertam uma agoniante saudade de alguém... de nós... de outra vida! Vida que nos perguntamos se alguma vez realmente existiu...
Como podes...
Como podes...
Mais um pouco e fazia um post em vez de um comment xD
Tá lindo amor
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