Com uma gargalhada bem sonora e atitude semipositiva e que se dane quem pense mal... Como eu costumo dizer: Eu sou mais eu sem ninguém!! Hei-de ser sempre esta, a mesma de sempre e pendurada na corda bamba da vida sempre fazendo macacadas e figuras tristes.... hahahah

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Cover my eyes




Às vezes algo dentro de nós quebra. É como se fosse o som de um copo de cristal que se estatela no chão frio. Há alturas em que, apesar de tudo estar bem, há algo que simplesmente não encaixa, há uma sensação de vazio, como se a casa estivesse desprovida de mobílias e vivências. Nestas alturas nada parece estar bem, o ar que entra pelas narinas até os pulmões custa mais a respirar, os olhos parecem querer-se fechar e não querer ver mais, as mãos ficam vazias e baixamos os braços por sabermos que já nada mais há a fazer. Então o nosso coração fecha-se e faz luto, o nosso corpo fraqueja, a voz emudece, os lábios selam-se e os pés que não se movem, que não se conseguem mover, que não se iriam conseguir mover mesmo que a morte viesse ao nosso encontro, permanecem assentes no chão que desaparece à frente dos nossos olhos.
Todos os períodos de luto são difíceis, mas não saber o motivo de luto parece-me bem pior. É quase como o amante que desaparece no auge da paixão, como chuva num dia de Verão na praia, como comer sem apetite ou fome; o espírito chora sem que haja lágrimas, o coração dói e sangra sem ter sido ferido.
Dantes era tudo tão mais fácil... Dantes, quando as nossas palavras não eram zangadas, nem tristes e a harmonia dos nossos espíritos residia na entropia dos nossos corpos, era tudo tão mais fácil!... Agora, que já nada é como dantes e que a distância, os amigos, as opções de vida nos separam e tudo parece ter-se encaminhado da melhor maneira nas nossas vidas, tudo o que um dia esteve lá, soube e esteve bem, hoje é triste e amargo e o entendimento de nós se afastou. Bem sei que nada voltará a ser o que foi e que é preciso saber seguir o caminho que a estrada da vida desenha à nossa frente, mas não quero desatar laços contigo, preciso do nosso bem-estar para não me custar tanto a vida longe de nós.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Dia dos namorados

Eu sempre achei que o dia dos namorados era uma grande treta, até porque todos os anos o passava sozinha, isto é, sem namorado. Este ano resolvi passa-lo com um grupo de amigos e não lhe vi grande piada tambem. Acho que há coisas maiores do que se passar uma noite que se quer e planeia perfeita da mesma maneira que toda a população o parece fazer. Nunca liguei ao dia dos namorados, não só por nunca o ter vivido da mesma maneira que a maioria dos amigos que conheço, mas talvez por saber que o bom funcionamento de uma relação não depende unica e exclusivamente de uma prenda dada, um jantar a dois, UM unico dia. Sempre acreditei que, por mais difíceis que sejam, as relações, sejam elas de amizade, amor, profissionais ou até de desamor, se vão construindo. Dia a dia. Devagar e com paciência, com perseverança, com muitos avanços e recuos. Sempre acreditei no poder do diálogo e da honestidade frente às dificuldades, sempre acreditei quese formos tão sinceros como queremos que os outros sejam connosco cada vez mais sinceros serão os outros também, tipo ciclo vicioso. 
Não sou quem para falar de amores romântico, até porque já estou um pouco descrente, mas acho que, apesar de ser mulher de poucas, posso falar de amizades. Nunca fui muito fácil de me relacionar com os outros, nunca fui muito tolerante e creio haver sido um pouco arrogante em algumas situações, com pessoas que o não mereciam. Adiante! No entanto e, consciente dos matizes menos coloridos da minha personalidade, posso dizer que tenho bons amigos; amigos aos que posso agradecer, sem ter necessidade real disso, porque a amizade, tal como o amor, não é coisa que se agradeça. No fundo acho que não falhei assim tanto; sempre fui muito sincera e embora às vezes possa dizer que tenho uma sinceridade de cortar à faca e que dar carinhos e palavras floreadas não é o meu forte, não me considero das piores amigas para se ter. Sempre podia ser daquelas amigas que sugam toda a nossa energia e nunca estão presentes quando precisamos, ou daquelas que se riem connosco num minuto e no minuto seguinte se riem de nós nas nossas costas, ou então podia ser daquelas amigas que só se lembram de ti quando já não há mais ninguém, mas não! Eu nao sou dessas amigas, amigas dessas não interessam a ninguém! Eu sou mais daquelas amigas que te puxam pra cima quando realmente o precisas, te dão um valente puxão de orelhas quando acham que mereces, mesmo que, a teu ver, não o mereças., que te dizem as coisas tal como as veem mesmo que isso te faça ficar em casa com uma depressão num sábado à noite. Mas também sou daquelas amigas com quem podes sempre contar, que acredita no poder do diálogo e que sabe que há sempre algo mais, algo maior, algo mais forte por muito que não to diga. Se eu tivesse uma amiga muito amiga queria ter uma amiga assim, porque saberia do que ela poderia ser capaz para defender-me de quem me possa fazer mal, porque saberia que com ela poderia ser nua de segredos e máscaras porque a salvo estaria a minha integridade como pessoa com ela, porque saberia que por maior disparate que eu fizesse ou dissesse esse seria o nosso segredo e não seria revelado a mais ninguém que o pudesse esmiúçar e utilizar em contra de mim. Ah!.... Mas um dia destes, espero, hei-de ser uma amiga diferente, daquelas que tu desejas ver em mim, para que nunca te canses de mim, e hei-de guardar as criticas para mim, porque sei que, por muito que te façam crescer também te doem, hei-de calar os gritos que tentam sair para te chamar à razão, porque te ferem e te parecem injustos, hei-de ficar sentada a ver-te caminhar e hei-de torcer que caias, como a amiga que tu desejas que eu seja. Um dia destes surpreendo-te e, nesse dia, no mais intimo de ti, hás-de desejar que nunca o tivesse feito...

Quando tudo está certo mas nada encaixa

Às vezes parece que tenho o coração cheio de amores proibidos.
Não, não dói, já doeu tudo o que tinha para doer, mas é uma sensação estranha que me deixa quieta, muda... Às vezes parece que é tudo uma ilusão e que todas as coisas nunca sequer aconteceram, não sei bem explicar, é como se se tratasse de um daqueles sonhos onde sentes tudo como se fosse real, só que não o é. Hoje sinto-me estranha, zangada, triste, vazia, sem estar bem... Sei que tudo está da forma como seria suposto estar, sei que as coisas estão no seu lugar e ordem correcta, mas parece que nada encaixa...
Hoje acordei as 5 e pouco da madrugada, por culpa das minhas insónias, fui até a cozinha, dei uma trinca num pão com queijo e um gole de café com soja, sentei me à mesa e pensei... Pensei em quem eu era e quem eu sou e quem posso vir a ser... Pus-me várias hipóteses e nenhuma me agradou particularmente, fiz-me várias perguntas mas não obtive nenhuma resposta. Comecei a sentir saudades, saudades da menina que fui, do meu sorriso, da tua companhia, dos amigos que deixei para atrás, tive até saudades do meu futuro...

06:44am, 14 de janeiro, 2010

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Lean on

Hoje sinto-me melancólica. Como se algo dentro de mim se tivesse quebrado, como se os pós de perlimpimpim se tivessem esgotado e eu, por dentro, já não fosse feita de talha dourada. Como se a minha alma chorasse um choro inaudível, imperceptível, sem lágrimas nem dor, que no entanto dói... Empty...

Esta musica traduz o que hoje sinto...

Heartbeats by Jose Gonzalez




segunda-feira, dezembro 28, 2009

Tu e eu


Que dizer de nós? Não sei... Só sei que no meio daquela gente toda só havia um lugarzinho vazio ao teu lado. Parece que foi de propósito.
Ainda hoje não sei bem explicar como aconteceu tudo da forma como aconteceu, só sei que devagarinho já não queríamos estar por perto de mais ninguém se não estivesse a outra. Onde uma fosse a outra tinha que estar por perto, para acompanhar. A cada dia que passava maior era a nossa proximidade, havia sempre um gesto, um sorriso, um olhar, uma palavra, um sinal.
Éramos cúmplices e aquilo que nos unia já não era apenas uma bela amizade. Ambas o sabíamos, só acho que tínhamos receio de o declarar abertamente. E não tardou que os nossos lábios ansiosos se unissem num beijo que declarou tudo e deitou as barreiras todas abaixo. Os nossos seres se queriam, as nossas mãos se procuravam, os nossos olhares se cruzavam... Éramos tu e eu, já não havia mais ninguém.
Aconteceu. Aconteceu e foi lindo... A luz da lua entrava por uma frincha na janela e eu podia ver-te sorrir, a tua cara iluminada com um sorriso, os teus olhos fechados de timidez, os teus lábios esmagados nos dentes... Ouvia-te respirar ofegante, gemendo de baixinho... Sentia as curvas do teu corpo, as saliências e reentrâncias com as pontas dos meus dedos, com a ponta do meu nariz... Tu e eu unidas pela emoção, num único abraço, num único roçar de lábios... Breves momentos à luz do luar. Breves momentos que nunca mais se repetiram, mas que ficaram na minha memória com a importância que lhes é devida.
Obrigada por fazeres parte da minha vida e lhe dares um bocadinho mais de cor, minha querida amiga.

domingo, dezembro 27, 2009

O circo à volta do casamento gay

Há dias li um artigo sobre o casamento gay e toda a incoerência que à volta dele tem circulado ultimamente.

É de facto uma vergonha que só agora se tenha aprovado o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. Mas mais vergonhoso é quando, em redor de uma união sentimental (é isso, não é? Ou serei eu que vejo as coisas demasiado cor de rosa?) haja tanto espectáculo como o que tem havido. E muito pior é que nós (os cidadãos) permitamos que um governo possa decidir se de facto duas pessoas que se amam se possam unir nos "sagrados laços do matrimónio", sendo elas do mesmo sexo ou não.
Para mim parece-me uma enorme fantochada que, nos tempos que correm ainda estas coisas sucedam. Não vou dizer que "só em Portugal" e lamentar-me como o bom português. E não o vou fazer porque infelizmente não é só em Portugal que estas coisas acontecem, mas vou lamentar que, nos mesmos tempos em que vivemos ainda estejamos atados a preconceitos e tenhamos medinho de nos unir a quem amemos e, ainda por cima, precisemos de "autorização" para o fazer. Isso era antigamente em que para namorar, as meninas, tínhamos de pedir aos papás. Mas não agora. Acho totalmente ridículo que se assistam a filmes-quase-porno-ao-vivo entre miúdos que ainda nem a idade legal mínima para votar têm e se considere isso "normal" mas que se considere que uma criança criada e educada, com tudo o que isso supõe, por duas pessoas do mesmo sexo possa vir a não ter uma vida sana (mentalmente falando).
Mas enfim... Estas são as mentalidades e contra isso nada se pode fazer, nem o governo pode agora fazer um referendo para que as mentalidades mudem. Assim como o governo não deveria ter o poder de decisão sobre este assunto.

Palavras de Côco e Canela

As palavras que me dizes não me enchem a barriga, nem me tocam na pele.
As palavras que me dizes não são actos, são meras palavras.
E as palavras leva-as o vento.
As palavras não se derretem ao sol, nem congelam sentimentos.


As palavras não têm conhecimento, só por si, elas nada dizem. As palavras não me bastam.
As palavras servem os seus intentos.
As palavras enganam, ridicularizam, ofendem. As palavras sendo apenas palavras nenhum poder têm.
São apenas palavras.

Com palavras podes fazer-me sorrir, mas nunca me poderás fazer amar.
Com palavras poderás chegar até mim, mas nunca dentro de mim poderás ficar.

Com palavras não fazes mais do que falar, escrever.


Com palavras não fazes amor e não tocas na minha pele suave de côco e canela que há tanto tempo te espera. Nem beijas os meus lábios de côco e pimenta nos quais ainda perdura o sabor dos teus. Nem desces pelas curvas das minhas ancas, nem mergulhas dentro de mim, nem sentes o meu calor, nem saboreias o meu corpo de canela e côco com a tua língua de baunilha e mel.

Com palavras não tens os meus olhos, as minhas mãos, os meus pés para adorar. Nem tens as minhas costas lisas para chicotear, nem os meus seios desnudos para te albergar, nem as minhas nádegas para morder, nem a trança dos meus cabelos para puxar.
Com meras palavras não tens os meus pulsos para fechar, nem a minha boca e as minhas pernas para abrir. Não tens os meus joelhos no chão, nem a minha devoção. Tão pouco tens as minhas lágrimas ou o meu suor.

Palavras são só palavras, não sentimentos. Falam de sentimentos, mas não são sentimentos...

Coisas que eu simplesmente odeio...

Comida sem sal, salada com vinagre...
Gente hipócrita...
Ciúmes...
Gente curiosa que só quer saber da vida alheia...
Insectos de toda espécie...
Acordar ao meio da noite e não conseguir voltar a dormir...
Racismo, preconceito e falso puritanismo...
Levar o lixo à rua...
Ficar sem água quente a meio do banho ou sem gás enquanto cozinho...
Unhas roídas e pés com calos...
Que me façam perder tempo...
Que me digam o que devo fazer...
Ficar sem saldo a meio de uma chamada...
Que me cravem moedas ou cigarros...
Fazer a lista das compras e esquecer-me dela em casa...
Perder as coisas...
Esquecer-me sempre de onde deixo o carro nos centros comerciais...
Discutir por telefone...
Que me digam que não tenho razão quando eu sei que a tenho...
Ter insónias de noite e passar os dias a cair de sono...
Que façam barulho quando tento dormir...
Gente que passa o domingo a dormir...
Crianças barulhentas, mal educadas, caprichosas e birrentas, cães sujos, barulhentos e preguiçosos e velhos que parecem crianças...
Gente que está-se nas tintas para os demais...
Filas de trânsito e no banco...
Gente que trabalha de cara ao cliente/consumidor e que não entende puto do que deveria estar para ali a fazer...

(to be continued)

sábado, dezembro 26, 2009

À ùltima da hora

Era uma noite igual a outras tantas. Jantei só, como todos os dias, bebi café e acendi um cigarro, o último (raios, como eu detesto os últimos cigarros!...)
Levantei-me da mesa, apaguei a luz e fui até à porta, abri-a e inalei profundamente um pouco daquele ar gélido, dei um bafo naquele último cigarro e pensei em tudo, percorri todos os pequenos detalhes daqueles meses ao pormenor sem encontrar uma única falha, alguma resposta.


...

Depois disso, esmaguei o que restava do cigarro com a ponta do sapato, fechei a porta e, às escuras, dirigi-me para o quarto. Sentei-me na beira da cama e desejei chorar, desejei rir às gargalhadas, desejei fazer algo, qualquer coisa. Em vez disso estava vegetativamente parada a olhar para o nada.

...

Não estava triste, nem me sentia extraordinariamente mais só do que em outro dia qualquer. Tão pouco estava feliz; sabia que o que tinha feito não era motivo para me sentir feliz. Mas sentia-me incomodamente confortável com a minha decisão e tinha uma certeza na minha mente: foi melhor assim. Ainda hoje continuo a ter a mesma certeza.

Por que você é hétero?

O seguinte texto foi retirado de um outro blogue. Tem questões muito pertinentes. Se gostarem podem copia-lo e postar no vosso blogue. Desfrutem.



1. O que você acha que causou a sua heterossexualidade?

2. Quando e como você decidiu que era um heterossexual?

3. Você acha possível que a sua heterossexualidade seja apenas uma fase que você um dia irá superar?

4. Você não acha possível que a sua heterossexualidade tenha origem em um medo neurótico de outros do mesmo sexo?

5. Os seus pais sabem que você é heterossexual? Seus amigos e colegas sabem? Se sabem, como foi que reagiram?

6. Por que você insiste em exibir a sua heterossexualidade? Você não pode apenas ser o que é e ficar na sua?

7. Por que os heterossexuais enfatizam tanto o sexo?

8. Por que os héteros insistem tanto em forçar os outros a adoptar seu estilo de vida?

9. Uma maioria desproporcionalmente alta de pedófilos é heterossexual. Você não acha perigoso expor crianças a professores heterossexuais?

10. O que exactamente um homem e uma mulher fazem na cama? Como podem eles saber como agradar ao outro, sendo tão diferentes anatomicamente?

11. Apesar de todo o apoio que o casamento recebe, o divórcio cresce exponencialmente. Por que existem tão poucas relações estáveis entre heterossexuais?

12. As estatísticas mostram que a incidência de moléstias sexualmente transmissíveis tem seu índice mais baixo entre lésbicas. É realmente seguro uma mulher manter um estilo de vida hétero e correr o risco de doenças e de uma gravidez indesejada?

13. Como pode você se tornar uma pessoa inteira se você se limita a uma heterossexualidade exclusiva e compulsiva?

14. Considerando a ameaça de superpopulação,como poderá a raça humana sobreviver sendo todo mundo heterossexual?

15. Dá para confiar na objectividade de um terapeuta heterossexual? Você não sente que ele/ela poderá estar inclinado a influenciá-lo na direcção de suas próprias experiências?

16. Parecem haver tão poucos heterossexuais felizes. Já foram desenvolvidas técnicas que podem permiti-lo mudar se você desejar. Você já considerou a hipótese de tentar a terapia de conversão?

17. Você gostaria que um filho seu fosse heterossexual, mesmo sabendo dos problemas que ele/ela vai enfrentar?

18. Se você nunca foi para cama com alguém do mesmo sexo, será que você não está mesmo é precisando de um bom amante gay?

Véspera de natal


Talvez tenha sido cobarde ao fazer de tudo para poder evitar encontros. E a minha cobardia não tem sequer uma explicação lógica. Poderia divagar sobre os milhentos motivos pelos quais não estive presente, mas a verdade é que pura e simplesmente não estive porque não o desejei realmente, porque só a ideia de me encontrar convosco me apavorou e eu odeio estar e agir sob o efeito do pânico.
Sei o quanto quiseste partilhar este dia comigo, sei que te fazia ilusão ter-me por perto e o quanto te desagradava a ideia de eu poder vir a passá-lo sozinha. Sei que receaste que não fosse e o teu medo se concretizou. Eu estava convencida a ir. Mas depois, tal como as nuvens inesperadas que cobrem o sol quente que brilha no imenso céu azul numa qualquer tarde de Verão, a minha vontade mudou. Comecei a questionar-me e a imaginar o constrangimento que iria sentir. Interroguei-me sobre o assunto e, depois, muito devagar, comecei a fazer a mala. Eu sabia que àquela hora já não iria adiantar, aliás, na realidade eu não sabia, mas eu rezava. Assim, pensei eu, não teria de te mentir quando me perguntasses, assim, julgava eu, ficaria de consciência tranquila por saber que, pelo menos e apesar das hipóteses, eu tinha tentado ir.
Dias, semanas antes eu tinha-me convencido a ir. Prometi-me fazer o esforço de passar por cima daquilo tudo que senti e ir. Mas não sei ser uma pessoa melhor do que tenho sido até hoje, ainda não me sinto preparada para certas coisas e não me quis meter numa situação que eu já sabia que seria desconfortável. Por isso não fui. É certo que dormi até mais tarde do que é habitual, é certo que já não haviam comboios que me levassem, mas acima de tudo eu não quis ir, ou melhor, eu não tive a coragem de ir.

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Bé e Lili

Eu sei que amar-me é difícil. Que não sou a pessoa mais querida do planeta onde viemos parar. Que a minha maneira de dar amor e carinho é dar patadas e berros. Que às vezes consigo mesmo ser detestável. Que sou demasiado orgulhosa e não sei pedir desculpa, nem ajuda. Mas também não consigo lidar com o perdão dado ou recebido. Que sou a última a dar um elogio e a primeira em criticar. Sei que faço muitas coisas que te deixam confusa e que te acabam por magoar, muito. Eu sei. Eu sei, muito embora não o diga. Estou bem ciente dos meus defeitos embora insista em dizer o quanto me amo e o quanto tenho orgulho na personalidade que tenho.
Sei que todas as dores que te fiz sentir só nos fizeram mal; teria sido tão mais fácil se eu não fosse assim, se eu não agisse assim. Mas sou assim. Não vou dizer que não vou mudar e justificar-me dizendo que cada um é como é e que nada deixa de ser o que era para passar a ser o que nunca foi. E não o vou fazer porque tu me ensinas a cada dia que eu posso ser uma pessoa melhor, mesmo com o mau génio que tenho. A cada dia, embora nunca to tenha dito, penso em ti e, quando acordo, desejo-te um bom dia, mesmo que na noite anterior me tenha chateado contigo à conta de nada e te tenha dito cobras e lagartos. Agora lembro-me daquela noite que te tratei tão mal na net que até me deixaste a falar sozinha. Desculpa. Eu sei que fui má e que, mesmo quando o estava a ser, eu sabia-o, embora não conseguisse parar. Mas mesmo tendo ido chateada contigo e comigo para a cama incluí-te nas minhas orações. Acho que isto é o que chamam de amizade... (será?)
Este ano poderia ter sido muita coisa se ambas tivéssemos tomado diferentes decisões das que tomámos, ainda bem que não. Felizmente nos conhecemos e construímos uma amizade muito bonita. Uma amizade que me faz sorrir, mesmo quando me chateio contigo. Uma amizade sem malícia.
Quero agradecer-te toda a paciência que tens comigo, não sei se eu teria a mesma dose, mas é de louvar. Quero agradecer-te por teres entrado na minha vida e teres tomado um lugar tão importante como o que hoje tens. Quero agradecer-te, pois também tu me deste aquela força que me faltava para me matricular na faculdade. Quero agradecer-te por me abrires as portas da tua casa, mas mais importante as portas do teu coração. Do fundo do meu coração, o meu sincero Obrigada.
Hoje, que ainda faz pouco tempo nesta amizade que quebrou barreiras e que desejo ser longa, quero dizer-te que és importante na minha vida. Mesmo que não faças nada, que fiques só quieta e calada lá longe nas terras mouras onde estás.
Quero que saibas que te quero muito, que te quero bem. Que recordo com um trago doce os dias e tardes e noites que juntas passámos, as palavras que nos dissemos, as coisas que juntas fizemos. Quero que te lembres que, independentemente de onde eu vá, terei uma parte muito importante de ti que nunca ninguém poderá ter. Que te dou toda eu, nos meus melhores momentos para que possas continuar a contar com a minha amizade.
Quero que te assegures que nunca deixas de ser a menina doce com o coração mais maior grande do mundo que és, para que nunca ninguém te possa dizer o contrário.
Quero que tenhas presente que és grande, na minha vida e na vida de muita gente, nunca permitas que te façam mal.
Eu, por mim, quero continuar a cuidar desta plantinha que é a nossa amizade, para que ela cresça grande e sadia, para que viva muitos anos.
Mesmo que o meu lugar no mundo não seja este ou nenhum outro com paradeiro certo estás e permanecerás dentro de mim, como amiga, amante, amada. Sim, porque eu te amo como amiga mas também te amei dessa outra maneira.
Desejo-te tudo de melhor, independentemente de todas as tuas acções passadas e futuras, independentemente das tuas decisões. Tens sempre o meu apoio. Estou aqui, por agora não vou a lado nenhum, não vou fugir, nem esconder-me, mas mesmo que vá para parte incerta espero que saibas que nunca me escondo de ti.
E, no fim disto tudo, resta-me dizer que por detrás de cada berro que te dei esteve sempre o carinho incondicional que por ti sinto.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Tragédias do dia a dia de uma escritora em ascensão



Depois de uma altura do ano na qual estive bastante ocupada com as frequências e sem Internet (eu juro que eu não tinha nenhum desfalque de 100 euros de net com a operadora lala) volto agora a escrever algumas coisas no blog. Sim, eu sei que sentiram saudades minhas *.*
Durante todos estes tempos em que não tenho escrito, para além das frequências e da falta de net devo deixar bem claro que não estive parada, de facto até tenho escrito muito. Retomei a escrita a caneta (sim, ainda me lembro de como se escreve a tinta...) num caderno a que chamo de "Diário"... (Oh meu Deus! Já não me lembrava da emoção que era escrever todos os meus podres num caderno e recear que alguém o pudesse ler!...). Além do "Diário", tenho escrito alguns textos para os meus blogs que, assim que tiver oportunidade e os encontrar, (eu JURO que sou muito organizada com as minhas coisas) tratarei de publicar.
Para aqueles que não sabem, tenho andado de voltas com um blog novo que criei, que ainda não se encontra disponível para leitura e que é uma espécie de prelúdio do meu primeiro livro, que por motivos alheios ainda não me foi possível publicar e, por isso, desde já justifico a minha ausência deste Macaquinha. Além disso, tenho andado muito ocupada a tentar levar a bom rumo o meu segundo livro, que por agora tem andado meio parado, porque ando sem ideias... O que me lembra: quem tiver alguma história engraçada, sobre drogas, sexo ou afins, que queira ver escrita no livro pode manda-la. Entretanto e aproveitando que tenho net novamente, estarei no messenger, escondida, como sempre, mas quem quiser falar é só mandar um "olá" e eu respondo.
Dito isto, volto a escrita do segundo livro, ou melhor, retomo o meu bloqueio...

Beijinhos da Bé (A.K.A Eli)

Plus que tout - Christophe Willem

É Natal....
























Bem, como todos sabem é tempo de natal. Aquela maravilhosa época do ano onde tudo é feito com um objectivo maior (tudo com sentimentos genuínos LOL) e é tudo muito lindo *.* e as pessoas são todas muito felizes e há muito amor e paz na terra (Só um minuto: eu vou só ali vomitar um bocadinho e já volto =X).

Como sabem, eu e o natal nunca fomos propriamente muito chegados, mas este ano o espírito natalício está mesmo a conseguir entranhar-se em mim de modo a provocar-me náuseas, de um lado as toneladas de publicidade de missões e campanhas solidárias, com as suas musiquinhas irritantes, do outro o frenesim de compras e consumismo que estranhamente esta quadra gera nas pessoinhas, passando, claro está, pela harmonia que reina e todos aqueles sentimentos bons que apenas nesta altura do ano todos parecem nutrir... Enfim...

Para quem não sabe esta é a época do ano mais solidária de todas (haverá alguém que não saiba??). Esta é a altura do ano onde todos nós nos tornamos um pouco mais "humanos" (alguns até de mais -.-'') e ajudamos os mais necessitados, mesmo sem saber quem estes são lalala. É na quadra natalícia que aparecem dezenas de campanhas solidárias, as missões isto, as causas aquilo e paz na terra, etc, etc...

Uma das já habituais campanhas solidárias do Natal é a do Banco Alimentar que, todos os anos, volta para atulhar as entradas dos nossos hiper e supermercados com gente estranha envergando saquinhos de plástico (nem reciclados são hunf!)

- Blá, blá, blá Banco Alimentar? *voluntário do BA com sorriso assustador envergando saquinho de plástico*

Ora, como eu vivo mesmo ao lado de um hiper e sou daquelas pessoas que de cada vez que precisa comer tem que ir ao restaurante ou às compras (eu juro que não é por preguiça de levar tudo de uma só vez lalala) então já estão a imaginar quantas vezes já terei ouvido essa perguntinha este ano e o quanto isso me irrita... (hum... Agora que penso nisso, estranho ainda não a ter memorizado...). Tendo em conta que no natal tudo está fechado e os restaurantes não são excepção, isso significa que terei de lá ir antes que feche para comprar algo para cozinhar alguma qualquer mistela *cof cof* prato delicioso em casa.

Todos os anos temos também aquelas publicidades de lojas de brinquedos com músicas alegres *.* e mensagens de solidariedade *.* e paz na terra (eu vou só ali vomitar mais um bocadinho das minhas entranhas e já volto =X). Este ano, para não ser excepção temos, de um lado do tapete, (sempre quis dizer isto *.*) a Popota que dança que se farta (já viram como ela abana aquele ENORME cu? *smile com olhos de coração* LOOOOL) e a Leopoldina e a ordem das asas (este nome POR ACASO não vos faz lembrar de nada? Tipo uma novela qualquer ::pensar:: ou será um filme de efeitos especiais? hummm ::pensar mais um bocadinho::).

No natal tudo é pretexto para dar cabo do saldo da conta bancária. Há dias fui a uma loja de telemóveis comprar um carregador de automóvel pro meu telemóvel e no final perguntaram-me se eu arredondava.... Mas que raios!? O que é isso? *Olhar de WTF* (Eu sei o que é arredondar -.-", estava só a perguntar o que raios é essa campanha do arredondar...)

Bem, adiante, o ponto é que até eu já canto essas musiquinhas e ando de sorrisinho estampado na cara como se tudo funcionasse às mil maravilhas, excepto o comércio, que por estas alturas ganha toda uma nova cara e se renova.
MAS NÃO! NADA funciona às mil maravilhas: as escolinhas estão fechadas e a pequenada anda por aí a destruir os ouvidos alheios (nada que me incomode, eu até gosto muito de ouvir a TV do vizinho em altos berros ás oito da manhã com os desenhos animados ou ir ao café tomar uma bica "embalada" pelos gritos dos fedelhos da mesa ao lado).
A faculdade fechada está, o que significa que, como estão todos com as famílias (excepto eu) os meus colegas da uni e do trabalho estão também naturalmente em casa, com as respectivas famílias o que me deixa um pouco à nora e sozinha, sem contar que nestes dias ando um bocado à toa sem saber bem para onde ir, nem o que fazer (além de me lamentar da minha vida, coisa que eu nunca faço. JURO! lalala). O que me leva a outra questão: a Vodafone encerrou as portas do paraíso, ou seja, até dia 7 de Janeiro (que é ainda no próximo ano e ainda falta muito pra lá chegar) as mensagens deixaram de ser grátis e as chamadas também se pagam (o que para mim não é problema nenhum não fosse o PEQUENO pormenor de o meu saldo estar a zeros vírgula zeros) o que me impede de estar em contacto com o pessoal.
Como por esta altura toda a gente vai ou fica de férias tenho sempre a desdita de me encontrar com gente que não quero ver nos mais inusitados sítios (desde a padaria daqui da terra, até ao cinema do centro comercial onde nunca ninguém vai LOL).
A programação televisiva inunda-se de filmes e desenhos animados com mensagens de amor e entreajuda e etc (mais um bocadinho de vomito!), não que eu veja televisão, até porque não vejo, mas OUÇO televisão (não, não era "rádio" que eu queria falar, era mesmo "televisão", a do vizinho, subentenda-se...).
E, como se não bastasse temos o clássico ritual das prendas de natal, com o qual eu raramente fico satisfeita (será porque sempre recebo prendas de caca enquanto eu dou prendas que são o máximo, apesar de eu nunca oferecer nada?). E pronto já expliquei porque não gosto do natal! XD

Bem, mas independentemente de tudo isto e do meu mau humor:
Desejo-vos a todos um feliz natal e uma melhor passagem de ano! :)
Beijinhos da Bé (A.K.A Eli)


sábado, novembro 28, 2009

Signo chines


o seu signo chinês é

CÃO (Gou)

O calendário chinês é lunissolar. Cada ano possui doze lunações (ciclo de 12 animais) acarretando em um total de 354 dias. Para não se perder a sincronia com o ciclo solar (de 365,25 dias), são acrescentados a cada oito anos noventa dias ao calendário, ou, aproximadamente duas lunações. Desta forma não se perde a sincronia nem com o ciclo solar, nem com o lunar.

As horas governadas: 7 p.m. às 9 p.m.
Sentido do signo: Oeste-noroeste
Princípio da estação e mês: Outono - Abril
Haste: Positiva
Cor: Rosa e azul
Sabor:
Alimento:
Bebida:

Flor:
Hortênsia
Árvore: Macieira
Metal: Bronze
Instrumento Musical:
Dia do Mês:

Números: 1, 4, 5, 9, 10, 14, 19, 28, 30, 41, 45 e 54

Compatibilidades entre Signos
Maior:
Cavalo, Tigre e Coelho
Media: Rato, Serpente, Macaco, Cão e Porco
Pior: Dragão, Cabra, Búfalo e Galo


O Cão é leal, honesto e amoroso. Precisam de ser amados. Preocupam-se e gostam de olhar pelos outros. Insistem em jogo justo para todos. São sociáveis, gostam de actividades de grupo e dão bons líderes. Por vezes, o seu temperamento explode e pode ser assustador para outros. Os Cães são generosos e têm um coração quente. Oferecem montes de presentes e atenção aos amigos e família. Gostam de dar e a receiam rejeição. Precisam de muito carinho e afeição. Às vezes têm muitos ciúmes do seu companheiro. Esperam demasiado dos outros. São pais adorados e rigorosos.

O Cão é de confiança e fiel. Está sempre alerta às necessidades dos outros e à sua própria.


O Homem CÃO (Gou)
Do horóscopo chinês é quem mais se faz amar. Abençoado com uma mente poderosa e inteligente, no entanto, tem pouca paciência para os dilemas. Na sua visão é tudo recto e branco. Apesar de parecer uma visão um pouco simplista, é uma astuto juiz de carácter e um dos mais leais. Até quando está super irritado, é uma criatura adorável, embora um pouco intratável.

Nobres criaturas, corajosos e modestos, eles conseguem aliar a docilidade ao gesto altruísta, sabedoria ao viver o quotidiano. As primeiras impressões realmente contam para esse signo, e admitam ou não, estão sempre rotulando todos os que conhecem em bons e maus, amigos e inimigos, personalidades sérias ou não. Você pode ter certeza, uma vez que o Cão tenha pronunciado o seu julgamento, será extremamente difícil fazê-lo mudar de ideia. Não importa a rapidez com que possa tirar conclusões a seu respeito, você levará muito tempo até conseguir entendê-lo.

O Cão é um signo altamente verbal e tem uma das línguas mais afiadas do calendário chinês. O Cão não fica bravo por muito tempo e nem odeia para sempre. Este não é um signo materialista. Embora goste de conforto, é muito mais preocupado com os problemas dos desabrigados do que seguir tendências da moda. O problema é que fica tão ocupado salvando os outros e se dedicando a diversas causas que se esquece de cuidar de si mesmo. Deixa de lado os seus próprios interesses e, quando percebe que foi traído ou passado para trás por pessoas sem carácter, fica surpreso e magoado.

São animados, amigáveis e muito atraentes fisicamente e de um modo totalmente acessível. São aquelas pessoas que os outros querem tocar e corresponder com demonstrações físicas de afeição. O Cão permanece sempre independente, mas nunca sairá por aí, muito longe de casa. Profundamente fiel àqueles que ama, ele é de uma tal maneira cego para os erros dos outros, que chega a ficar com essas pessoas por muito tempo depois do objecto da sua devoção ter provocado ser completamente indigno.

Os Cães não abandonam as suas causas facilmente, mas raramente o demonstram. De facto eles podem parecer até imunes às emoções humanas mais baixas. Malícia, mesquinhez e ciúmes estão abaixo da dignidade. O Cão prova o seu amor com o tempo, os seus compromissos são formados na base do dia-a-dia.

A Mulher CÃO (Gou)
A mulher do ano do Cão tende a ser gentil e afável com os outros. Mas também tem um temperamento mais explosivo que o dos homens. Com tempo, com um pouco de paciência, ela geralmente consegue conquistar muitos amigos.

A nativa de cão é uma pessoa de temperamento inquieto cuja principal característica é a de inspirar confiança nos outros. Ela fá-lo por merecer, pois sua lealdade e devotação pode ir até aos extremos.

Outra característica é o seu senso de justiça, de dever e de solidariedade com as causas humanitárias. É generosa e moralista. Não cobiça riquezas materiais e vida mundana, mas é capaz de prover o seu sustento e o da sua família na medida do necessário.

Os nascidos de cão não são ambiciosos nem muito eloquentes. Preferem uma vida pacata em que possam desenvolver suas habilidades e criatividade.

As actividades mais condizentes com seu temperamento são as de educadora, sindicalista, ou trabalho na indústria. Não são recomendadas actividades como política, marketing ou propaganda.

No campo sentimental, as nativas de Cão são parceiras leais e honestas. Poderá ter problemas por excesso de timidez e rotina.

Relacionamentos
Têm tendência para ser egoístas e de se esquecerem de considerar os outros.

Personalidades Famosas
Brigitte Bardot, David Bowie, Naomi Campbell, Petula Clark, Zsa Zsa Gabor, Ava Gardner, Michael Jackson, Sophie Loren, Shirley MacLaine, Madonna, Liza Minnelli, David Niven, Elvis Presley, Claudia Schiffer, Slyvester Stallone, Sharon Stone

A Profissão que se enquadra com o seu Signo
Padre, Freira, Líder de Sindicato, Professor, Enfermeira, Doutor, Juiz, Advogado, Cientista, Investigador, Assistente Social, Advogado, Assistente Comunitário.

O seu elemento "Água"

O Yin ou Yang é subdividido em Cinco Elementos (Água, Madeira, Fogo, Metal (Ouro ou Ferro), Terra) no topo do ciclo dos animais. Estes são modificadores e afetam as características de cada um dos 12 signos. Os elementos são determinados de acordo com o signo lunar, o ano, o mês e a hora de nascimento, sendo que o elemento que predomina na personalidade de uma pessoa é aquele que mais aparece em seu mapa.

Detalhes do seu elemento:
Emotivo, sensível, flexível e versátil, doce e adaptável, inteligente e estudioso. É simpático e possui senso de humor, tem capacidade para o trabalho e com uma habilidade para se comunicar muito elevada, pois geralmente é bem articulado. Compensa a sua possível falta de energia ou de vontade com uma intuição que na maioria das vezes lhe pode ser muito útil.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Medos :S



Falo de Medos e não sustos. Daqueles medos capazes de nos congelar a língua, a cabeça, os membros, o corpo por inteiro e medos que, de serem tão graves nos põem a fugir a sete pés daquilo que no-lo provoca. Falo de medos, de terrores e horrores com os quais convivemos em pânico por uma temporada ou até pela vida toda. Medos que se revelam fisicamente através de reacções fisiológicas, por meio de atitudes ou falta delas, por meio de acções ou falta delas, por meio de palavras ou falta delas.

Medos há muitos. Digo medos e não medo, porque não há um só, há pessoas que têm medo de uma coisa que outras não têm e todos nós temos medo de algo diferente. Falo de medos que para uns são irracionais mas que para outros fazem perfeito sentido. E muitas vezes temos medo de algo que não sabemos bem o que é.

Há aqueles que têm medo de sangue, de ouvir falar em cortes ou acidentes de trânsito ou feridas. Há aqueles que entram em pânico ao ver aranhas, insectos. Outros ainda cujas vidas são condicionadas pelo medo de multidões. Há quem agonize com terror das alturas, de aviões. Existem pessoas que temem a morte dos seus entes queridos. Há ainda quem tenha pânico do escuro ou de perder a mobilidade, sentir-se preso já seja por acção de terceiros ou consequências da vida. Há aqueles que têm medo da morte e aqueles que têm medo da vida. Existem infinitos medos. E há ainda quem nutra vários medos paralisantes ou, no mínimo, inquietantes.

Eu sou uma dessas pessoas que têm medos múltiplos.

Eu não tenho medo de sangue ou de feridas, nem de alturas, nem de perder o contacto com terra firme ou de estar confinada à minha solidão ou de aranhas ou répteis, nem tenho medo de não arranjar um bom marido que me dê sete filhos de duas embrulhadas só. Não. Os meus medos não são esses. Não quer dizer que os medos que tenho façam ou não façam mais sentido que os medos alheios, mas estes são os meus. São os que me tiram o sono e me provocam olheiras, são os que me fazem refugiar num prato de lasanha ou num maço de cigarros, são os que me fazem fugir para longe das pessoas que muito quero por perto, são os que me provocam suores frios e arrepios na mente e na espinha só de os pensar. São os meus medos. E não os sei enfrentar.

Tenho medos de estimação que se arrastam junto a mim desde a infância, como o medo do escuro ou o medo de estar fechada ou ainda o medo da velhice; medos causa do trabalho, como o medo de nunca estar na última tendência e me tornar obsoleta ou o medo de não conseguir fazer mais perfeito e melhor perfeito; tenho medos novas-aquisições tais como medo de perder os meus entes queridos e tenho um medo, que talvez seja o maior deles todos, do qual nunca fui sequer capaz de falar, nem para mim própria, que é o medo da loucura, da perda da coerência entre os meus actos e o mundo lá fora (de mim).

Sou capaz de dormir de luz apagada, nem sequer ligo, mas sou totalmente incapaz de andar pela casa sem que todas as luzes estejam ligadas, mesmo que não as esteja a precisar. Sou demasiado preguiçosa para subir até ao primeiro andar pelas escadas, mas começo a rezar no instante que entro no elevador e me vejo sozinha. Fico felicíssima de programar a minha próxima festa de aniversário, mas estremeço só de pensar que "já lá vão x anos desde que..." e entro em pânico quando vejo as minhas "ridículas" rugas ao espelho. Adoro ir de férias, mas congelo quando penso que os meus competentes podem estar a trabalhar e a progredir e eu não. Viajo o tempo todo e opto diariamente por estar/viver em sítios onde não esteja a minha família, mas aterroriza-me a ideia de os perder. Vivo a vida à minha maneira e no meu dia-a-dia rejo-me pelos meus instintos, crenças e ideais sem ligar muitos as da sociedade em geral, mas muitas vezes paro para pensar se não estarei a ponto de atingir aquele grau de loucura considerada irreversível que me possa vir a afastar da sociedade.

*E agora, mesmo neste momento, tenho medo de ficar sem bateria no PC e perder este texto e não o posso publicar. ^.^

quinta-feira, novembro 19, 2009

Cidade de todos os meus sonhos...

Esta é a música perfeita para a cidade mais do que perfeita.

When I make it here I wiil make it anywhere.

In New York,
Concrete jungle where dreams are made of,
There's nothing you can’t do
Now you’re in New York,
these streets will make you feel brand new,
Big lights will inspire you,
lets hear it for New York, New York, New York

One hand in the air for the big city,
Street lights, big dreams all looking pretty,
no place in the World that can compare,
Put your lighters in the air, everybody say yeaaahh
come on, come,
yeah...

segunda-feira, novembro 16, 2009

27 Aniversario





Hoje sinto-me...
Lutadora.
Vitoriosa!
Amiga.
Amada!
Cheia de Energia!
Alegre.
Contente!
Segura.
Confiante!
Calma.
Sossegada!
Grata!
Feliz!





Hoje sinto-me agradecida a mim mesma. Por me ter mostrado que tinha aquilo que é necessário para chegar a uma posição social onde eu me sinto bem.
Hoje, às três horas desta mesma madrugada comemoro 27 anos de existência. Uma existência que raramente foi fácil, que muitas vezes foi dura e nem sempre pacifica mas apesar de tudo cheia de sabor e cor.
Hoje acrescento mais uma vela ao bolo de aniversário mas uma vela que não é apenas e só uma vela.
Esta vela é também as muitas noites que passei a meditar sobre o que fazer ou dizer em determinada situação, é todos os planos que fiz e projectei, é todos os planos que realizei.
Esta vela é todas as pessoas com quem tive a sorte de me cruzar e que hoje fazem parte do meu livro da vida, é todo o conhecimento vindo de todas essas novas relações que estabeleci com pessoas muito diferentes de mim, é ter-me dado a conhecer em vez de me fechar na minha antipatia do costume.
Esta vela que hoje acrescento é ter feito os cursos de massagens, é ter entrado para a faculdade de ciências políticas, é amar o meu trabalho.
Esta vela vale por todos os dias que chorei, por todas as vezes que me arrependi, por todas as vezes que desejei que tudo fosse um pouco diferente, um pouco mais leve para que não me custasse tanto a carregar.
Esta vela é a luz dos dias quentes deste verão tão cheios de vivacidade, é todas as tardes de sol na praia da rocha, os jantares com os amigos.
A luz desta vela traz paz, calma e sossego para aprender a lidar com as situações, segurança e confiança em mim, é sentir-me preparada para enfrentar o futuro, é fazer as coisas com cada vez mais garra.
Esta vela é estar livre de ataduras sentimentais, mas disposta a viver um novo e grande amor.
Hoje sinto-me um mar de calmaria, agradecimento e confiança.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Parabens Peixona


Parabéns, peixona!
Ja estamos quase no outro dia, por isso achei que ja estava na hora.
E continua a ser só para me meter contigo.
Beijos