Com uma gargalhada bem sonora e atitude semipositiva e que se dane quem pense mal... Como eu costumo dizer: Eu sou mais eu sem ninguém!! Hei-de ser sempre esta, a mesma de sempre e pendurada na corda bamba da vida sempre fazendo macacadas e figuras tristes.... hahahah
domingo, junho 27, 2010
La fora
Dentro de mim um turbilhao de ideias que pululam e nao me deixam fechar os olhos e dormir, sonhando sossegada com um novo amanhecer... Dentro de mim resquicios de ti, dos teus labios no meu peito, das tuas maos segurando-me forte, do teu sexo rasgando o meu ser... Dentro de mim a sensacao de vazio, de inutilidade perante mim mesma. Lagrimas que saem sem esforco nenhum, sinto as minhas pernas tremer, quero que esta dor passe, quero nao mais viver ate que isto va embora, deprimir deitada na minha cama agarrada a almofada ate que me venhas salvar. Espero pacientemente por ti... Ha coisas estranhas; como este amor que sinto por ti, como a forma como te conheci, como a dor da incerteza de nao saber o que se tem, o que se pode esperar...
sexta-feira, junho 25, 2010
When you're gone
Chego a casa para sentir o teu abraco que me reconforta, ouvir a tua voz que me delicia, beijar os teus labios que me fazem sonhar com um futuro risonho. Abro a porta e o abraco da solidao é gelado, o som da minha casa é mudo e causa estranheza e os beijos, esses, nao existem mais, são apenas doces lembranças.... O teu cheiro ainda paira no ar, a cama que foi nossa durante horas e dias é só minha. Naquela noite eu soube: Tu serias a minha perdição... Investi todas as minhas forças e fantasias ha longos tempos guardadas para viver momentos de felicidade fugaz. Nesses momentos, podes crer, fizeste-me feliz como ninguem soube faze-lo. Deixei ir os medos e os fantasmas e investi na coisa mais bonita que pode existir. Perdi-me de mim, perdi as minhas orientações, perdi o orgulho ferido e os medos. O amor é mesmo assim; deixas de ser teu, perdes a nocao do tempo, os dias sao maiores e o sono nunca aperta, nem a fome, sempre e quando estejas junto da pessoa que amas.
Olha a minha volta e as tuas coisas ainda cá estão... Chego-me perto e respiro fundo, o teu cheiro faz-me sentir que ainda cá estas, mas eu sei que não... Absurdo sentimento este que tenho dentro de mim, este amor tão grande que me causa dor, este choro compulsivo que não consigo deter, esta sensação de inercia...
sexta-feira, junho 11, 2010
Ser de alguém
Tu não és meu, nem eu sou tua. Não nos pertencemos um ao outro. Estamos juntos, mas nunca seremos um do outro.
No fim de tudo, contas feitas, ninguém é de ninguém porque de todos nós nenhum é objecto. Mas quando queres alguém, quando realmente gostas de uma pessoa entregas tudo o que de ti tens, tu incluído e aí deixas de ser só teu, da tua família e dos teus amigos para passares a ser também dessa pessoa. Não és uma coisa, nem sequer lhe pertences mas toda tu és dela. Cada beijo dado é vosso, cada pensamento que lhe dedicas é dela, cada suspiro é por ela... A isso se chama gostar, querer, adorar, amar...
sexta-feira, maio 28, 2010
Menina linda
Humm... Sabor a ti... Na minha língua ainda perdura o sabor da tua pele molhada... Bebo leite com chocolate e és tu... No meu pensamento, no meu sorriso, na minha maneira de estar... As curvas do teu corpo perfeitamente desenhadas pela polpa dos meus dedos... És menina, fazes-me sentir criança.. No teu doce baloiçar os nossos olhos se encontram e eu te dispo de valores preconcebidos... És minha. És única. És tu. Não te quereria de nenhuma outra maneira, não te desejaria mais se assim não fosse. Adormeces aconchegada no meu abraço e tenho medo de te ter assim tão frágil, tão segura de que o teu lugar seja aqui... Não quero que acabe nunca este momento tão terno e, por isso, peço aos deuses para que o Sol não se levante. Mas os ponteiros correm nervosos num frenesim inevitável e com o raiar do dia vem o barulho dos carros lá fora, o alarido das vozes ocupadas, o ressoar dos passos de transeuntes no qual também os teus passos desaparecem para longe de mim. Até que volte a ser noite. Até lá o meu martírio será infinito e sentir-me-ei definhar, mas só enquanto não te tenha por perto, enquanto não me seja possível beijar-te e ver-te, de novo, adormecer...
sexta-feira, maio 21, 2010
Pitty - Na sua estante
Muitas vezes o ser humano só dá o devido valor às coisas, pessoas, relações, quando já é tarde...
sábado, maio 15, 2010
segunda-feira, maio 10, 2010
Tudo. Tudo. Tudo... :)
Quero. Perder-me nos teus braços e amar tudo o que tu és.
Desejo. Sentir os teus lábios encostados na minha pele, o teu respirar sobre os meus ombros.
Anseio. O teu doce e terno abraço com que me presenteias de cada vez que nos encontramos.
És assim. Entras e não pedes, não bates às portas nem tocas campainhas. És assim puro, nu de preconceitos. És assim, cruel. Arrogante com o meu amor. Sem pedir abres o meu coração e fazes dele a tua morada. E eu aceito-te, sem perguntas, cheia de medos. Dás-me o beijo aguardado, pousas a tua mão na minha face e o seu peso eu não sinto, toda eu levito. O meu coração bate forte, há borboletas no estômago... Fazes-me sentir bem. Fazes-me sentir como se tivesse feito um bem tão grande que toda recompensa jamais seria suficiente. És tu o meu bem. És tudo o que quero. Quero-te aqui, para sempre. Nada digo, apenas espero que o céu seja meu por apenas mais um dia.
A cada beijo perco os sentidos, sinto as pernas tremer.
Não quero mais acordar, não quero mais viver.
Quero-te, desejo-te. Amo o amor que me dás, amo o teu coração, amo-te a ti, em todo o esplendor. Já merecia o beijo dos deuses. És tu o meu prémio mais que aguardado, mais que merecido. Contigo até ao fim. Tu e eu, só nós e o nosso amor....
Desejo. Sentir os teus lábios encostados na minha pele, o teu respirar sobre os meus ombros.
Anseio. O teu doce e terno abraço com que me presenteias de cada vez que nos encontramos.
És assim. Entras e não pedes, não bates às portas nem tocas campainhas. És assim puro, nu de preconceitos. És assim, cruel. Arrogante com o meu amor. Sem pedir abres o meu coração e fazes dele a tua morada. E eu aceito-te, sem perguntas, cheia de medos. Dás-me o beijo aguardado, pousas a tua mão na minha face e o seu peso eu não sinto, toda eu levito. O meu coração bate forte, há borboletas no estômago... Fazes-me sentir bem. Fazes-me sentir como se tivesse feito um bem tão grande que toda recompensa jamais seria suficiente. És tu o meu bem. És tudo o que quero. Quero-te aqui, para sempre. Nada digo, apenas espero que o céu seja meu por apenas mais um dia.
A cada beijo perco os sentidos, sinto as pernas tremer.
Não quero mais acordar, não quero mais viver.
Quero-te, desejo-te. Amo o amor que me dás, amo o teu coração, amo-te a ti, em todo o esplendor. Já merecia o beijo dos deuses. És tu o meu prémio mais que aguardado, mais que merecido. Contigo até ao fim. Tu e eu, só nós e o nosso amor....
domingo, maio 02, 2010
Tudo o que devia ter dito
Bem sei que não sabes, mas gostaria ter a coragem de voltar atrás e aproveitar mais. Aproveitar mais da tua mão no meu cabelo, das tuas costas nas minhas, da tua imagem nas minhas pupilas, da tua voz na minha noite, do teu sorriso no meu dia-a-dia.
Bem sei que não sabes, mas se soubesses entenderias as minhas palavras, estas que te escrevo em silêncio esperando que não as pudesses ler ou ouvir. Estas são as palavras que te dedico, as palavras que dedico àquele sentimento que um dia quase nos uniu.
Às vezes fecho os olhos e nos vejo dançando, tu de olhos fixos em mim, com a palhinha por entre os dentes, eu de cigarro na mão. Eu deitada na cama com a lua despida e brilhante sobre nós e tu do outro lado com vontade de me abraçar. Era eu a desejar esticar-me e abrir asas por esse mundo fora enquanto tu permanecias agarrada à estabilidade do teu lar. Tudo o que eu queria poderia estar ali, mas tinha medo de confiar e deixar-me cair. Talvez devesse ter-me deixado levar um pouco mais pelas emoções.
Nós na praia, dentro do carro e o povo a olhar para nós. Era eu a desejar beijar-te e tu a fugir do meu beijo com vergonha dos olhares furtivos e acusadores. Era eu a querer mais, a desejar ter tudo contigo naquele momento, não mais logo, mas naquele agora e sempre a adiar o momento, a atirar as culpas ao vento e ao trabalho. Eras tu a querer-me e eu a fugir de querer-te. A verdade é que também eu acreditava que podia ser bom, mas o meu medo era maior.
Acho que sempre estivemos desencontradas; quando te quis tu já começavas a não me querer. Quando julguei que me entregavas o teu coração tu ainda o tinhas preso por outros amores. Quando estava pronta para entregar-te o meu tu corrias para bem longe de mim. Quando as minhas palavras foram de carinho as tuas foram de evasão. Quando procurei pelo teu carinho apercebi-me que já era tarde demais e que tu mo negavas.
Agora já não há beijos doces e tímidos, nem palavras meigas, nem mãos dadas no meio da rua, nem corpos nus ao luar, nem banhos de água fria ao entardecer, tudo o que resta é apenas um grande e imenso vazio que não se vai embora, que julgo que nunca se há-de ir. Mas se eu pudesse voltava atrás e aceitava o teu amor, dando-te o meu em troca…
terça-feira, abril 06, 2010
Cover sleeve...
I wonder, if I ever let you down
Did you keep on moving
I wonder, when I took my feet from off your ground
Did you keep on going
If you ever need me, just remember
All the times when we wandered free
If you ever miss me, don't you know
That i feel the same way
I wonder, did I ever fail you
Did you give up dreaming
I wonder, when I had to go
Did you stop believing
Don't you know, every sould must grow older
Our past belongs to you
And it should make you stronger
If you ever need me, just remember
All the times when we wandered free
If you ever miss me, don't you know
That I feel the same way
Don't stop moving, you must keep on going
Don't you stop believing, you should go on dreaming
Don't stop moving, you must keep on going
Don't you stop believing,
'Cause it's people like you make the world go...
If you ever need me, just remember
All the times when we wandered free
If you ever miss me, don't you know
That I feel the same way
If you ever need me, just remember
And I'll always be there
If you ever miss me, don't you know
...don't you know
...we will meet again
...we will meet again
Fantasmas as 7 da manha
...
...
...
...
Eu fico com os meus fantasmas...
Prefiro-os ao meu medo lancinante de me perder mais alto...
Nao quero herois, nao quero que me salvem, nem quero que me levem para a estrada.
Quero beber abracado `a vida o futuro que vem na bala...
Nao desejo que me levem os meus fantasmas, quero continuar agarrada a eles...
Total o fim esta tracado, ja nao ha terra a visita neste barco ancorado onde o buraco negro deste mar esta aberto e nos puxa...
Nao desejo que me levem os meus fantasmas, quero ser penetrado pela espada....
Que se lixe a estrada, o que eu quero ´e os meus fantasmas...
Quero os meus fantasmas...
...
...
...
Eu fico com os meus fantasmas...
Prefiro-os ao meu medo lancinante de me perder mais alto...
Nao quero herois, nao quero que me salvem, nem quero que me levem para a estrada.
Quero beber abracado `a vida o futuro que vem na bala...
Nao desejo que me levem os meus fantasmas, quero continuar agarrada a eles...
Total o fim esta tracado, ja nao ha terra a visita neste barco ancorado onde o buraco negro deste mar esta aberto e nos puxa...
Nao desejo que me levem os meus fantasmas, quero ser penetrado pela espada....
Que se lixe a estrada, o que eu quero ´e os meus fantasmas...
Quero os meus fantasmas...
Dedicatoria ao meu novo amigo: BMMSM :)
A cada pequeno gesto te conheco um pouco mais... E ainda bem que nos conhecemos e espero que nao naufraguemos... lol
Esta cena 'e bues de estranha mas eu gosto... nao sei porque mas gosto... ainda bem que nos conhecemos...
So para dizer que gosto de tu...
dedico-te esta musica.
(Depois completo o texto, agora nao tou em condicoes looool... :P)
Esta cena 'e bues de estranha mas eu gosto... nao sei porque mas gosto... ainda bem que nos conhecemos...
So para dizer que gosto de tu...
dedico-te esta musica.
(Depois completo o texto, agora nao tou em condicoes looool... :P)
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Cover my eyes
Às vezes algo dentro de nós quebra. É como se fosse o som de um copo de cristal que se estatela no chão frio. Há alturas em que, apesar de tudo estar bem, há algo que simplesmente não encaixa, há uma sensação de vazio, como se a casa estivesse desprovida de mobílias e vivências. Nestas alturas nada parece estar bem, o ar que entra pelas narinas até os pulmões custa mais a respirar, os olhos parecem querer-se fechar e não querer ver mais, as mãos ficam vazias e baixamos os braços por sabermos que já nada mais há a fazer. Então o nosso coração fecha-se e faz luto, o nosso corpo fraqueja, a voz emudece, os lábios selam-se e os pés que não se movem, que não se conseguem mover, que não se iriam conseguir mover mesmo que a morte viesse ao nosso encontro, permanecem assentes no chão que desaparece à frente dos nossos olhos.
Todos os períodos de luto são difíceis, mas não saber o motivo de luto parece-me bem pior. É quase como o amante que desaparece no auge da paixão, como chuva num dia de Verão na praia, como comer sem apetite ou fome; o espírito chora sem que haja lágrimas, o coração dói e sangra sem ter sido ferido.
Dantes era tudo tão mais fácil... Dantes, quando as nossas palavras não eram zangadas, nem tristes e a harmonia dos nossos espíritos residia na entropia dos nossos corpos, era tudo tão mais fácil!... Agora, que já nada é como dantes e que a distância, os amigos, as opções de vida nos separam e tudo parece ter-se encaminhado da melhor maneira nas nossas vidas, tudo o que um dia esteve lá, soube e esteve bem, hoje é triste e amargo e o entendimento de nós se afastou. Bem sei que nada voltará a ser o que foi e que é preciso saber seguir o caminho que a estrada da vida desenha à nossa frente, mas não quero desatar laços contigo, preciso do nosso bem-estar para não me custar tanto a vida longe de nós.
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Dia dos namorados
Eu sempre achei que o dia dos namorados era uma grande treta, até porque todos os anos o passava sozinha, isto é, sem namorado. Este ano resolvi passa-lo com um grupo de amigos e não lhe vi grande piada tambem. Acho que há coisas maiores do que se passar uma noite que se quer e planeia perfeita da mesma maneira que toda a população o parece fazer. Nunca liguei ao dia dos namorados, não só por nunca o ter vivido da mesma maneira que a maioria dos amigos que conheço, mas talvez por saber que o bom funcionamento de uma relação não depende unica e exclusivamente de uma prenda dada, um jantar a dois, UM unico dia. Sempre acreditei que, por mais difíceis que sejam, as relações, sejam elas de amizade, amor, profissionais ou até de desamor, se vão construindo. Dia a dia. Devagar e com paciência, com perseverança, com muitos avanços e recuos. Sempre acreditei no poder do diálogo e da honestidade frente às dificuldades, sempre acreditei quese formos tão sinceros como queremos que os outros sejam connosco cada vez mais sinceros serão os outros também, tipo ciclo vicioso.
Não sou quem para falar de amores romântico, até porque já estou um pouco descrente, mas acho que, apesar de ser mulher de poucas, posso falar de amizades. Nunca fui muito fácil de me relacionar com os outros, nunca fui muito tolerante e creio haver sido um pouco arrogante em algumas situações, com pessoas que o não mereciam. Adiante! No entanto e, consciente dos matizes menos coloridos da minha personalidade, posso dizer que tenho bons amigos; amigos aos que posso agradecer, sem ter necessidade real disso, porque a amizade, tal como o amor, não é coisa que se agradeça. No fundo acho que não falhei assim tanto; sempre fui muito sincera e embora às vezes possa dizer que tenho uma sinceridade de cortar à faca e que dar carinhos e palavras floreadas não é o meu forte, não me considero das piores amigas para se ter. Sempre podia ser daquelas amigas que sugam toda a nossa energia e nunca estão presentes quando precisamos, ou daquelas que se riem connosco num minuto e no minuto seguinte se riem de nós nas nossas costas, ou então podia ser daquelas amigas que só se lembram de ti quando já não há mais ninguém, mas não! Eu nao sou dessas amigas, amigas dessas não interessam a ninguém! Eu sou mais daquelas amigas que te puxam pra cima quando realmente o precisas, te dão um valente puxão de orelhas quando acham que mereces, mesmo que, a teu ver, não o mereças., que te dizem as coisas tal como as veem mesmo que isso te faça ficar em casa com uma depressão num sábado à noite. Mas também sou daquelas amigas com quem podes sempre contar, que acredita no poder do diálogo e que sabe que há sempre algo mais, algo maior, algo mais forte por muito que não to diga. Se eu tivesse uma amiga muito amiga queria ter uma amiga assim, porque saberia do que ela poderia ser capaz para defender-me de quem me possa fazer mal, porque saberia que com ela poderia ser nua de segredos e máscaras porque a salvo estaria a minha integridade como pessoa com ela, porque saberia que por maior disparate que eu fizesse ou dissesse esse seria o nosso segredo e não seria revelado a mais ninguém que o pudesse esmiúçar e utilizar em contra de mim. Ah!.... Mas um dia destes, espero, hei-de ser uma amiga diferente, daquelas que tu desejas ver em mim, para que nunca te canses de mim, e hei-de guardar as criticas para mim, porque sei que, por muito que te façam crescer também te doem, hei-de calar os gritos que tentam sair para te chamar à razão, porque te ferem e te parecem injustos, hei-de ficar sentada a ver-te caminhar e hei-de torcer que caias, como a amiga que tu desejas que eu seja. Um dia destes surpreendo-te e, nesse dia, no mais intimo de ti, hás-de desejar que nunca o tivesse feito...
Quando tudo está certo mas nada encaixa
Às vezes parece que tenho o coração cheio de amores proibidos.
Não, não dói, já doeu tudo o que tinha para doer, mas é uma sensação estranha que me deixa quieta, muda... Às vezes parece que é tudo uma ilusão e que todas as coisas nunca sequer aconteceram, não sei bem explicar, é como se se tratasse de um daqueles sonhos onde sentes tudo como se fosse real, só que não o é. Hoje sinto-me estranha, zangada, triste, vazia, sem estar bem... Sei que tudo está da forma como seria suposto estar, sei que as coisas estão no seu lugar e ordem correcta, mas parece que nada encaixa...
Hoje acordei as 5 e pouco da madrugada, por culpa das minhas insónias, fui até a cozinha, dei uma trinca num pão com queijo e um gole de café com soja, sentei me à mesa e pensei... Pensei em quem eu era e quem eu sou e quem posso vir a ser... Pus-me várias hipóteses e nenhuma me agradou particularmente, fiz-me várias perguntas mas não obtive nenhuma resposta. Comecei a sentir saudades, saudades da menina que fui, do meu sorriso, da tua companhia, dos amigos que deixei para atrás, tive até saudades do meu futuro...
Não, não dói, já doeu tudo o que tinha para doer, mas é uma sensação estranha que me deixa quieta, muda... Às vezes parece que é tudo uma ilusão e que todas as coisas nunca sequer aconteceram, não sei bem explicar, é como se se tratasse de um daqueles sonhos onde sentes tudo como se fosse real, só que não o é. Hoje sinto-me estranha, zangada, triste, vazia, sem estar bem... Sei que tudo está da forma como seria suposto estar, sei que as coisas estão no seu lugar e ordem correcta, mas parece que nada encaixa...
Hoje acordei as 5 e pouco da madrugada, por culpa das minhas insónias, fui até a cozinha, dei uma trinca num pão com queijo e um gole de café com soja, sentei me à mesa e pensei... Pensei em quem eu era e quem eu sou e quem posso vir a ser... Pus-me várias hipóteses e nenhuma me agradou particularmente, fiz-me várias perguntas mas não obtive nenhuma resposta. Comecei a sentir saudades, saudades da menina que fui, do meu sorriso, da tua companhia, dos amigos que deixei para atrás, tive até saudades do meu futuro...
06:44am, 14 de janeiro, 2010
terça-feira, fevereiro 09, 2010
Lean on
Hoje sinto-me melancólica. Como se algo dentro de mim se tivesse quebrado, como se os pós de perlimpimpim se tivessem esgotado e eu, por dentro, já não fosse feita de talha dourada. Como se a minha alma chorasse um choro inaudível, imperceptível, sem lágrimas nem dor, que no entanto dói... Empty...
Esta musica traduz o que hoje sinto...
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Heartbeats by Jose Gonzalez
segunda-feira, dezembro 28, 2009
Tu e eu

Que dizer de nós? Não sei... Só sei que no meio daquela gente toda só havia um lugarzinho vazio ao teu lado. Parece que foi de propósito.
Ainda hoje não sei bem explicar como aconteceu tudo da forma como aconteceu, só sei que devagarinho já não queríamos estar por perto de mais ninguém se não estivesse a outra. Onde uma fosse a outra tinha que estar por perto, para acompanhar. A cada dia que passava maior era a nossa proximidade, havia sempre um gesto, um sorriso, um olhar, uma palavra, um sinal.
Éramos cúmplices e aquilo que nos unia já não era apenas uma bela amizade. Ambas o sabíamos, só acho que tínhamos receio de o declarar abertamente. E não tardou que os nossos lábios ansiosos se unissem num beijo que declarou tudo e deitou as barreiras todas abaixo. Os nossos seres se queriam, as nossas mãos se procuravam, os nossos olhares se cruzavam... Éramos tu e eu, já não havia mais ninguém.
Aconteceu. Aconteceu e foi lindo... A luz da lua entrava por uma frincha na janela e eu podia ver-te sorrir, a tua cara iluminada com um sorriso, os teus olhos fechados de timidez, os teus lábios esmagados nos dentes... Ouvia-te respirar ofegante, gemendo de baixinho... Sentia as curvas do teu corpo, as saliências e reentrâncias com as pontas dos meus dedos, com a ponta do meu nariz... Tu e eu unidas pela emoção, num único abraço, num único roçar de lábios... Breves momentos à luz do luar. Breves momentos que nunca mais se repetiram, mas que ficaram na minha memória com a importância que lhes é devida.
Obrigada por fazeres parte da minha vida e lhe dares um bocadinho mais de cor, minha querida amiga.
domingo, dezembro 27, 2009
O circo à volta do casamento gay
Há dias li um artigo sobre o casamento gay e toda a incoerência que à volta dele tem circulado ultimamente.

É de facto uma vergonha que só agora se tenha aprovado o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. Mas mais vergonhoso é quando, em redor de uma união sentimental (é isso, não é? Ou serei eu que vejo as coisas demasiado cor de rosa?) haja tanto espectáculo como o que tem havido. E muito pior é que nós (os cidadãos) permitamos que um governo possa decidir se de facto duas pessoas que se amam se possam unir nos "sagrados laços do matrimónio", sendo elas do mesmo sexo ou não.
Para mim parece-me uma enorme fantochada que, nos tempos que correm ainda estas coisas sucedam. Não vou dizer que "só em Portugal" e lamentar-me como o bom português. E não o vou fazer porque infelizmente não é só em Portugal que estas coisas acontecem, mas vou lamentar que, nos mesmos tempos em que vivemos ainda estejamos atados a preconceitos e tenhamos medinho de nos unir a quem amemos e, ainda por cima, precisemos de "autorização" para o fazer. Isso era antigamente em que para namorar, as meninas, tínhamos de pedir aos papás. Mas não agora. Acho totalmente ridículo que se assistam a filmes-quase-porno-ao-vivo entre miúdos que ainda nem a idade legal mínima para votar têm e se considere isso "normal" mas que se considere que uma criança criada e educada, com tudo o que isso supõe, por duas pessoas do mesmo sexo possa vir a não ter uma vida sana (mentalmente falando).
Mas enfim... Estas são as mentalidades e contra isso nada se pode fazer, nem o governo pode agora fazer um referendo para que as mentalidades mudem. Assim como o governo não deveria ter o poder de decisão sobre este assunto.

É de facto uma vergonha que só agora se tenha aprovado o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. Mas mais vergonhoso é quando, em redor de uma união sentimental (é isso, não é? Ou serei eu que vejo as coisas demasiado cor de rosa?) haja tanto espectáculo como o que tem havido. E muito pior é que nós (os cidadãos) permitamos que um governo possa decidir se de facto duas pessoas que se amam se possam unir nos "sagrados laços do matrimónio", sendo elas do mesmo sexo ou não.
Para mim parece-me uma enorme fantochada que, nos tempos que correm ainda estas coisas sucedam. Não vou dizer que "só em Portugal" e lamentar-me como o bom português. E não o vou fazer porque infelizmente não é só em Portugal que estas coisas acontecem, mas vou lamentar que, nos mesmos tempos em que vivemos ainda estejamos atados a preconceitos e tenhamos medinho de nos unir a quem amemos e, ainda por cima, precisemos de "autorização" para o fazer. Isso era antigamente em que para namorar, as meninas, tínhamos de pedir aos papás. Mas não agora. Acho totalmente ridículo que se assistam a filmes-quase-porno-ao-vivo entre miúdos que ainda nem a idade legal mínima para votar têm e se considere isso "normal" mas que se considere que uma criança criada e educada, com tudo o que isso supõe, por duas pessoas do mesmo sexo possa vir a não ter uma vida sana (mentalmente falando).
Mas enfim... Estas são as mentalidades e contra isso nada se pode fazer, nem o governo pode agora fazer um referendo para que as mentalidades mudem. Assim como o governo não deveria ter o poder de decisão sobre este assunto.
Palavras de Côco e Canela
As palavras que me dizes não me enchem a barriga, nem me tocam na pele.
As palavras que me dizes não são actos, são meras palavras.
E as palavras leva-as o vento.
As palavras não se derretem ao sol, nem congelam sentimentos.

As palavras enganam, ridicularizam, ofendem. As palavras sendo apenas palavras nenhum poder têm.
São apenas palavras.
Com palavras podes fazer-me sorrir, mas nunca me poderás fazer amar.
Com palavras poderás chegar até mim, mas nunca dentro de mim poderás ficar.
Com palavras não fazes mais do que falar, escrever.

Com palavras não fazes amor e não tocas na minha pele suave de côco e canela que há tanto tempo te espera. Nem beijas os meus lábios de côco e pimenta nos quais ainda perdura o sabor dos teus. Nem desces pelas curvas das minhas ancas, nem mergulhas dentro de mim, nem sentes o meu calor, nem saboreias o meu corpo de canela e côco com a tua língua de baunilha e mel.
Com palavras não tens os meus olhos, as minhas mãos, os meus pés para adorar. Nem tens as minhas costas lisas para chicotear, nem os meus seios desnudos para te albergar, nem as minhas nádegas para morder, nem a trança dos meus cabelos para puxar.
Com meras palavras não tens os meus pulsos para fechar, nem a minha boca e as minhas pernas para abrir. Não tens os meus joelhos no chão, nem a minha devoção. Tão pouco tens as minhas lágrimas ou o meu suor.
Palavras são só palavras, não sentimentos. Falam de sentimentos, mas não são sentimentos...
As palavras que me dizes não são actos, são meras palavras.
E as palavras leva-as o vento.
As palavras não se derretem ao sol, nem congelam sentimentos.

As palavras não têm conhecimento, só por si, elas nada dizem. As palavras não me bastam.
As palavras servem os seus intentos.As palavras enganam, ridicularizam, ofendem. As palavras sendo apenas palavras nenhum poder têm.
São apenas palavras.
Com palavras podes fazer-me sorrir, mas nunca me poderás fazer amar.
Com palavras poderás chegar até mim, mas nunca dentro de mim poderás ficar.
Com palavras não fazes mais do que falar, escrever.
Com palavras não fazes amor e não tocas na minha pele suave de côco e canela que há tanto tempo te espera. Nem beijas os meus lábios de côco e pimenta nos quais ainda perdura o sabor dos teus. Nem desces pelas curvas das minhas ancas, nem mergulhas dentro de mim, nem sentes o meu calor, nem saboreias o meu corpo de canela e côco com a tua língua de baunilha e mel.
Com palavras não tens os meus olhos, as minhas mãos, os meus pés para adorar. Nem tens as minhas costas lisas para chicotear, nem os meus seios desnudos para te albergar, nem as minhas nádegas para morder, nem a trança dos meus cabelos para puxar.
Com meras palavras não tens os meus pulsos para fechar, nem a minha boca e as minhas pernas para abrir. Não tens os meus joelhos no chão, nem a minha devoção. Tão pouco tens as minhas lágrimas ou o meu suor.
Palavras são só palavras, não sentimentos. Falam de sentimentos, mas não são sentimentos...
Coisas que eu simplesmente odeio...
Comida sem sal, salada com vinagre...
Gente hipócrita...
Ciúmes...
Gente curiosa que só quer saber da vida alheia...
Insectos de toda espécie...
Acordar ao meio da noite e não conseguir voltar a dormir...
Racismo, preconceito e falso puritanismo...
Levar o lixo à rua...
Ficar sem água quente a meio do banho ou sem gás enquanto cozinho...
Unhas roídas e pés com calos...
Que me façam perder tempo...
Que me digam o que devo fazer...
Ficar sem saldo a meio de uma chamada...
Que me cravem moedas ou cigarros...
Fazer a lista das compras e esquecer-me dela em casa...
Perder as coisas...
Esquecer-me sempre de onde deixo o carro nos centros comerciais...
Discutir por telefone...
Que me digam que não tenho razão quando eu sei que a tenho...
Ter insónias de noite e passar os dias a cair de sono...
Que façam barulho quando tento dormir...
Gente que passa o domingo a dormir...
Crianças barulhentas, mal educadas, caprichosas e birrentas, cães sujos, barulhentos e preguiçosos e velhos que parecem crianças...
Gente que está-se nas tintas para os demais...
Filas de trânsito e no banco...
Gente que trabalha de cara ao cliente/consumidor e que não entende puto do que deveria estar para ali a fazer...
Gente hipócrita...
Ciúmes...
Gente curiosa que só quer saber da vida alheia...
Insectos de toda espécie...
Acordar ao meio da noite e não conseguir voltar a dormir...
Racismo, preconceito e falso puritanismo...
Levar o lixo à rua...
Ficar sem água quente a meio do banho ou sem gás enquanto cozinho...
Unhas roídas e pés com calos...
Que me façam perder tempo...
Que me digam o que devo fazer...
Ficar sem saldo a meio de uma chamada...
Que me cravem moedas ou cigarros...
Fazer a lista das compras e esquecer-me dela em casa...
Perder as coisas...
Esquecer-me sempre de onde deixo o carro nos centros comerciais...
Discutir por telefone...
Que me digam que não tenho razão quando eu sei que a tenho...
Ter insónias de noite e passar os dias a cair de sono...
Que façam barulho quando tento dormir...
Gente que passa o domingo a dormir...
Crianças barulhentas, mal educadas, caprichosas e birrentas, cães sujos, barulhentos e preguiçosos e velhos que parecem crianças...
Gente que está-se nas tintas para os demais...
Filas de trânsito e no banco...
Gente que trabalha de cara ao cliente/consumidor e que não entende puto do que deveria estar para ali a fazer...
(to be continued)
sábado, dezembro 26, 2009
À ùltima da hora
Era uma noite igual a outras tantas. Jantei só, como todos os dias, bebi café e acendi um cigarro, o último (raios, como eu detesto os últimos cigarros!...)
Levantei-me da mesa, apaguei a luz e fui até à porta, abri-a e inalei profundamente um pouco daquele ar gélido, dei um bafo naquele último cigarro e pensei em tudo, percorri todos os pequenos detalhes daqueles meses ao pormenor sem encontrar uma única falha, alguma resposta.

Depois disso, esmaguei o que restava do cigarro com a ponta do sapato, fechei a porta e, às escuras, dirigi-me para o quarto. Sentei-me na beira da cama e desejei chorar, desejei rir às gargalhadas, desejei fazer algo, qualquer coisa. Em vez disso estava vegetativamente parada a olhar para o nada.
Não estava triste, nem me sentia extraordinariamente mais só do que em outro dia qualquer. Tão pouco estava feliz; sabia que o que tinha feito não era motivo para me sentir feliz. Mas sentia-me incomodamente confortável com a minha decisão e tinha uma certeza na minha mente: foi melhor assim. Ainda hoje continuo a ter a mesma certeza.
...
Depois disso, esmaguei o que restava do cigarro com a ponta do sapato, fechei a porta e, às escuras, dirigi-me para o quarto. Sentei-me na beira da cama e desejei chorar, desejei rir às gargalhadas, desejei fazer algo, qualquer coisa. Em vez disso estava vegetativamente parada a olhar para o nada.
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Não estava triste, nem me sentia extraordinariamente mais só do que em outro dia qualquer. Tão pouco estava feliz; sabia que o que tinha feito não era motivo para me sentir feliz. Mas sentia-me incomodamente confortável com a minha decisão e tinha uma certeza na minha mente: foi melhor assim. Ainda hoje continuo a ter a mesma certeza.
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