Com uma gargalhada bem sonora e atitude semipositiva e que se dane quem pense mal... Como eu costumo dizer: Eu sou mais eu sem ninguém!! Hei-de ser sempre esta, a mesma de sempre e pendurada na corda bamba da vida sempre fazendo macacadas e figuras tristes.... hahahah

sábado, novembro 28, 2009

Signo chines


o seu signo chinês é

CÃO (Gou)

O calendário chinês é lunissolar. Cada ano possui doze lunações (ciclo de 12 animais) acarretando em um total de 354 dias. Para não se perder a sincronia com o ciclo solar (de 365,25 dias), são acrescentados a cada oito anos noventa dias ao calendário, ou, aproximadamente duas lunações. Desta forma não se perde a sincronia nem com o ciclo solar, nem com o lunar.

As horas governadas: 7 p.m. às 9 p.m.
Sentido do signo: Oeste-noroeste
Princípio da estação e mês: Outono - Abril
Haste: Positiva
Cor: Rosa e azul
Sabor:
Alimento:
Bebida:

Flor:
Hortênsia
Árvore: Macieira
Metal: Bronze
Instrumento Musical:
Dia do Mês:

Números: 1, 4, 5, 9, 10, 14, 19, 28, 30, 41, 45 e 54

Compatibilidades entre Signos
Maior:
Cavalo, Tigre e Coelho
Media: Rato, Serpente, Macaco, Cão e Porco
Pior: Dragão, Cabra, Búfalo e Galo


O Cão é leal, honesto e amoroso. Precisam de ser amados. Preocupam-se e gostam de olhar pelos outros. Insistem em jogo justo para todos. São sociáveis, gostam de actividades de grupo e dão bons líderes. Por vezes, o seu temperamento explode e pode ser assustador para outros. Os Cães são generosos e têm um coração quente. Oferecem montes de presentes e atenção aos amigos e família. Gostam de dar e a receiam rejeição. Precisam de muito carinho e afeição. Às vezes têm muitos ciúmes do seu companheiro. Esperam demasiado dos outros. São pais adorados e rigorosos.

O Cão é de confiança e fiel. Está sempre alerta às necessidades dos outros e à sua própria.


O Homem CÃO (Gou)
Do horóscopo chinês é quem mais se faz amar. Abençoado com uma mente poderosa e inteligente, no entanto, tem pouca paciência para os dilemas. Na sua visão é tudo recto e branco. Apesar de parecer uma visão um pouco simplista, é uma astuto juiz de carácter e um dos mais leais. Até quando está super irritado, é uma criatura adorável, embora um pouco intratável.

Nobres criaturas, corajosos e modestos, eles conseguem aliar a docilidade ao gesto altruísta, sabedoria ao viver o quotidiano. As primeiras impressões realmente contam para esse signo, e admitam ou não, estão sempre rotulando todos os que conhecem em bons e maus, amigos e inimigos, personalidades sérias ou não. Você pode ter certeza, uma vez que o Cão tenha pronunciado o seu julgamento, será extremamente difícil fazê-lo mudar de ideia. Não importa a rapidez com que possa tirar conclusões a seu respeito, você levará muito tempo até conseguir entendê-lo.

O Cão é um signo altamente verbal e tem uma das línguas mais afiadas do calendário chinês. O Cão não fica bravo por muito tempo e nem odeia para sempre. Este não é um signo materialista. Embora goste de conforto, é muito mais preocupado com os problemas dos desabrigados do que seguir tendências da moda. O problema é que fica tão ocupado salvando os outros e se dedicando a diversas causas que se esquece de cuidar de si mesmo. Deixa de lado os seus próprios interesses e, quando percebe que foi traído ou passado para trás por pessoas sem carácter, fica surpreso e magoado.

São animados, amigáveis e muito atraentes fisicamente e de um modo totalmente acessível. São aquelas pessoas que os outros querem tocar e corresponder com demonstrações físicas de afeição. O Cão permanece sempre independente, mas nunca sairá por aí, muito longe de casa. Profundamente fiel àqueles que ama, ele é de uma tal maneira cego para os erros dos outros, que chega a ficar com essas pessoas por muito tempo depois do objecto da sua devoção ter provocado ser completamente indigno.

Os Cães não abandonam as suas causas facilmente, mas raramente o demonstram. De facto eles podem parecer até imunes às emoções humanas mais baixas. Malícia, mesquinhez e ciúmes estão abaixo da dignidade. O Cão prova o seu amor com o tempo, os seus compromissos são formados na base do dia-a-dia.

A Mulher CÃO (Gou)
A mulher do ano do Cão tende a ser gentil e afável com os outros. Mas também tem um temperamento mais explosivo que o dos homens. Com tempo, com um pouco de paciência, ela geralmente consegue conquistar muitos amigos.

A nativa de cão é uma pessoa de temperamento inquieto cuja principal característica é a de inspirar confiança nos outros. Ela fá-lo por merecer, pois sua lealdade e devotação pode ir até aos extremos.

Outra característica é o seu senso de justiça, de dever e de solidariedade com as causas humanitárias. É generosa e moralista. Não cobiça riquezas materiais e vida mundana, mas é capaz de prover o seu sustento e o da sua família na medida do necessário.

Os nascidos de cão não são ambiciosos nem muito eloquentes. Preferem uma vida pacata em que possam desenvolver suas habilidades e criatividade.

As actividades mais condizentes com seu temperamento são as de educadora, sindicalista, ou trabalho na indústria. Não são recomendadas actividades como política, marketing ou propaganda.

No campo sentimental, as nativas de Cão são parceiras leais e honestas. Poderá ter problemas por excesso de timidez e rotina.

Relacionamentos
Têm tendência para ser egoístas e de se esquecerem de considerar os outros.

Personalidades Famosas
Brigitte Bardot, David Bowie, Naomi Campbell, Petula Clark, Zsa Zsa Gabor, Ava Gardner, Michael Jackson, Sophie Loren, Shirley MacLaine, Madonna, Liza Minnelli, David Niven, Elvis Presley, Claudia Schiffer, Slyvester Stallone, Sharon Stone

A Profissão que se enquadra com o seu Signo
Padre, Freira, Líder de Sindicato, Professor, Enfermeira, Doutor, Juiz, Advogado, Cientista, Investigador, Assistente Social, Advogado, Assistente Comunitário.

O seu elemento "Água"

O Yin ou Yang é subdividido em Cinco Elementos (Água, Madeira, Fogo, Metal (Ouro ou Ferro), Terra) no topo do ciclo dos animais. Estes são modificadores e afetam as características de cada um dos 12 signos. Os elementos são determinados de acordo com o signo lunar, o ano, o mês e a hora de nascimento, sendo que o elemento que predomina na personalidade de uma pessoa é aquele que mais aparece em seu mapa.

Detalhes do seu elemento:
Emotivo, sensível, flexível e versátil, doce e adaptável, inteligente e estudioso. É simpático e possui senso de humor, tem capacidade para o trabalho e com uma habilidade para se comunicar muito elevada, pois geralmente é bem articulado. Compensa a sua possível falta de energia ou de vontade com uma intuição que na maioria das vezes lhe pode ser muito útil.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Medos :S



Falo de Medos e não sustos. Daqueles medos capazes de nos congelar a língua, a cabeça, os membros, o corpo por inteiro e medos que, de serem tão graves nos põem a fugir a sete pés daquilo que no-lo provoca. Falo de medos, de terrores e horrores com os quais convivemos em pânico por uma temporada ou até pela vida toda. Medos que se revelam fisicamente através de reacções fisiológicas, por meio de atitudes ou falta delas, por meio de acções ou falta delas, por meio de palavras ou falta delas.

Medos há muitos. Digo medos e não medo, porque não há um só, há pessoas que têm medo de uma coisa que outras não têm e todos nós temos medo de algo diferente. Falo de medos que para uns são irracionais mas que para outros fazem perfeito sentido. E muitas vezes temos medo de algo que não sabemos bem o que é.

Há aqueles que têm medo de sangue, de ouvir falar em cortes ou acidentes de trânsito ou feridas. Há aqueles que entram em pânico ao ver aranhas, insectos. Outros ainda cujas vidas são condicionadas pelo medo de multidões. Há quem agonize com terror das alturas, de aviões. Existem pessoas que temem a morte dos seus entes queridos. Há ainda quem tenha pânico do escuro ou de perder a mobilidade, sentir-se preso já seja por acção de terceiros ou consequências da vida. Há aqueles que têm medo da morte e aqueles que têm medo da vida. Existem infinitos medos. E há ainda quem nutra vários medos paralisantes ou, no mínimo, inquietantes.

Eu sou uma dessas pessoas que têm medos múltiplos.

Eu não tenho medo de sangue ou de feridas, nem de alturas, nem de perder o contacto com terra firme ou de estar confinada à minha solidão ou de aranhas ou répteis, nem tenho medo de não arranjar um bom marido que me dê sete filhos de duas embrulhadas só. Não. Os meus medos não são esses. Não quer dizer que os medos que tenho façam ou não façam mais sentido que os medos alheios, mas estes são os meus. São os que me tiram o sono e me provocam olheiras, são os que me fazem refugiar num prato de lasanha ou num maço de cigarros, são os que me fazem fugir para longe das pessoas que muito quero por perto, são os que me provocam suores frios e arrepios na mente e na espinha só de os pensar. São os meus medos. E não os sei enfrentar.

Tenho medos de estimação que se arrastam junto a mim desde a infância, como o medo do escuro ou o medo de estar fechada ou ainda o medo da velhice; medos causa do trabalho, como o medo de nunca estar na última tendência e me tornar obsoleta ou o medo de não conseguir fazer mais perfeito e melhor perfeito; tenho medos novas-aquisições tais como medo de perder os meus entes queridos e tenho um medo, que talvez seja o maior deles todos, do qual nunca fui sequer capaz de falar, nem para mim própria, que é o medo da loucura, da perda da coerência entre os meus actos e o mundo lá fora (de mim).

Sou capaz de dormir de luz apagada, nem sequer ligo, mas sou totalmente incapaz de andar pela casa sem que todas as luzes estejam ligadas, mesmo que não as esteja a precisar. Sou demasiado preguiçosa para subir até ao primeiro andar pelas escadas, mas começo a rezar no instante que entro no elevador e me vejo sozinha. Fico felicíssima de programar a minha próxima festa de aniversário, mas estremeço só de pensar que "já lá vão x anos desde que..." e entro em pânico quando vejo as minhas "ridículas" rugas ao espelho. Adoro ir de férias, mas congelo quando penso que os meus competentes podem estar a trabalhar e a progredir e eu não. Viajo o tempo todo e opto diariamente por estar/viver em sítios onde não esteja a minha família, mas aterroriza-me a ideia de os perder. Vivo a vida à minha maneira e no meu dia-a-dia rejo-me pelos meus instintos, crenças e ideais sem ligar muitos as da sociedade em geral, mas muitas vezes paro para pensar se não estarei a ponto de atingir aquele grau de loucura considerada irreversível que me possa vir a afastar da sociedade.

*E agora, mesmo neste momento, tenho medo de ficar sem bateria no PC e perder este texto e não o posso publicar. ^.^

quinta-feira, novembro 19, 2009

Cidade de todos os meus sonhos...

Esta é a música perfeita para a cidade mais do que perfeita.

When I make it here I wiil make it anywhere.

In New York,
Concrete jungle where dreams are made of,
There's nothing you can’t do
Now you’re in New York,
these streets will make you feel brand new,
Big lights will inspire you,
lets hear it for New York, New York, New York

One hand in the air for the big city,
Street lights, big dreams all looking pretty,
no place in the World that can compare,
Put your lighters in the air, everybody say yeaaahh
come on, come,
yeah...

segunda-feira, novembro 16, 2009

27 Aniversario





Hoje sinto-me...
Lutadora.
Vitoriosa!
Amiga.
Amada!
Cheia de Energia!
Alegre.
Contente!
Segura.
Confiante!
Calma.
Sossegada!
Grata!
Feliz!





Hoje sinto-me agradecida a mim mesma. Por me ter mostrado que tinha aquilo que é necessário para chegar a uma posição social onde eu me sinto bem.
Hoje, às três horas desta mesma madrugada comemoro 27 anos de existência. Uma existência que raramente foi fácil, que muitas vezes foi dura e nem sempre pacifica mas apesar de tudo cheia de sabor e cor.
Hoje acrescento mais uma vela ao bolo de aniversário mas uma vela que não é apenas e só uma vela.
Esta vela é também as muitas noites que passei a meditar sobre o que fazer ou dizer em determinada situação, é todos os planos que fiz e projectei, é todos os planos que realizei.
Esta vela é todas as pessoas com quem tive a sorte de me cruzar e que hoje fazem parte do meu livro da vida, é todo o conhecimento vindo de todas essas novas relações que estabeleci com pessoas muito diferentes de mim, é ter-me dado a conhecer em vez de me fechar na minha antipatia do costume.
Esta vela que hoje acrescento é ter feito os cursos de massagens, é ter entrado para a faculdade de ciências políticas, é amar o meu trabalho.
Esta vela vale por todos os dias que chorei, por todas as vezes que me arrependi, por todas as vezes que desejei que tudo fosse um pouco diferente, um pouco mais leve para que não me custasse tanto a carregar.
Esta vela é a luz dos dias quentes deste verão tão cheios de vivacidade, é todas as tardes de sol na praia da rocha, os jantares com os amigos.
A luz desta vela traz paz, calma e sossego para aprender a lidar com as situações, segurança e confiança em mim, é sentir-me preparada para enfrentar o futuro, é fazer as coisas com cada vez mais garra.
Esta vela é estar livre de ataduras sentimentais, mas disposta a viver um novo e grande amor.
Hoje sinto-me um mar de calmaria, agradecimento e confiança.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Parabens Peixona


Parabéns, peixona!
Ja estamos quase no outro dia, por isso achei que ja estava na hora.
E continua a ser só para me meter contigo.
Beijos

terça-feira, outubro 27, 2009

A New Life (ou Até um dia)



Se aqui não estivesse talvez aqui quisesse estar. Nunca estou em onde estou e só desejo ir embora, para onde não vou querer estar quando lá chegue.

Mas hoje, estou onde quero estar, num patamar de conhecimento above you. Posso arriscar a dizer que estou preparada. Para o que a vida me trouxer e eu peço-lhe que me traga coisas belas e apaixonantes.

Vidas que se cruzem na minha, vidas que me despertem interesse, vidas cheias de motivação, que me façam rir, aquele inner smile que um dia foi de alguém antes de ti.

Quero começar uma nova vida, ir para Califórnia no calor do tempo que urge, ou talvez vá para Boston no tempo de chuva. Aqui já não é casa. Casa é onde eu quero ir perseguir os meus sonhos. E hoje, libertada do fantasma de ti, posso me conhecer de novo e dar-me a importância que me devo.

Deitei a tua foto fora, só ficou aquela que permanecerá no blogue, porque uma banda desenhada desromantica não pode ficar sem ilustração. Já falei com o meu melhor amigo e isso me deixa feliz. Por ter recuperado o contacto com os amigos que negligencie enquanto a ti fiquei atada.

Hoje recupero o controlo da minha vida.

Só me falta fazer a mala, o bilhete para parte incerta comprar. E dizer só "Até um dia!"

Até um dia, fotografista.

Até um dia casa.

Até um dia Rua do Crime, Coreto.

Até um dia areal de espinho.

Até um dia cheiro de terra molhada e friozinho que entra pelo nariz.

Até um dia, grande.

Até um dia cama.

Até um dia casa da música.

Até um dia Alto de Santo Amaro.

Até um dia Docas.

Até um dia, sobrinhos mais lindos do mundo.

Ganhei coragem! Vou emboraaaaa! XD

domingo, outubro 25, 2009

Barcelona, saudades...


Aqui onde estou nada acontece... Tenho frio e chove lá fora e simplesmente não me sinto bem.
Morro de saudades da Barcelona, a única cidade, que sem ser a cidade onde nasci e que tão pouco foi a cidade onde cresci, foi onde um dia me senti em casa. Como nunca antes.



Ouvir e falar catalão… Passear pelas ruas vibrantes de energia e vida a qualquer hora do dia ou da noite, Barri Gotic, Eixample, Sants. Ir até a Magic del Born ou a Sala Arena dançar um pouco e sair directo até a Gran Via petiscar qualquer coisa no De Paso descer as Ramblas até ao Mare Magnun passando pelo Colom e apanhar um táxi até Poble Nou. Ir até a Vila Olimpica ter com os meus amigos de Badalona e dançar mais um pouco até amanhecer no Divino del Mar... Sinto falta. Nada mais me sabe igual. Nada sabe assim tão bem. Em tudo sinto a falta que Barcelona me faz.
Estou farta daqui, quero ir embora e estabelecer as minhas raízes lá, onde deixei a minha vida em stand by por causa de um curso e alguns problemas logísticos.

Quando voltar, eu prometo, não vou mais sair. Quando voltar, eu prometo, voltarei de vez.

Amistad en catalan es

Amistat és portar-te a casa quan t'has quedat sense sostre.
Amistat és ser el teu mentor quan ningú més no ho vol ser.
Amistat és tractar-te com una filla quan ets amb prou feines una amiga més.
Amistat és donar-te afecte a canvi de res.
Amistat és ajudar-te a aconseguir un feina quan aquestes sense pasta.
Amistat és cuinar per a tres quan la parella és de dos.
Amistat és passar els tres diumenge asseguts al sofà sota la mateixa manta veient la recopilació de sèries que donen durant la setmana.
Amistat és deixar-te un vestit quan la costurera s'ha oblidat de lliurar-te el teu a temps.
Amistat és anar-nos-en tots al mateix cotxe de Barcelona a Madrid només per passar unes hores del cap de setmana.
Amistat és tot això i molt més quan les paraules sobren.

Us vull molt, gràcies per la vostra amistat.

Dedicat a V i M.

Deixando de fumar em oito semanas (Faça o favor de ler com pronuncia brasileira)

_________________><_________________
A primeira semana:
Custa. Muito. Nossa Senhora de Aparecida como custa!!
"Eu matava por um cigarro!"

A segunda semana:
Ainda custa bastante, mais ainda quando a gente sai com a galera pra tomar uns drinquis...
"Nossa que vontade!!"

A terceira semana:
Se eu vejo um fumante eu sou capaz de resistir.
"Você fuma? Então nem chega perto!!!...."

A quarta e quinta semana:
Ja não sinto vontade de fumar.
"To nem ai, to nem ai..."

A sexta semana:
"Eu PRECISO um cigarro!!!"

A setima semana:
"Afinal eu não preciso dessa porcaria me sinto muito melhor...
Hey!! Voce ai! Me da um cigarro?"

A oitava semana:
"Eu não estou viciado, eu prometo que é só esse cigarro.
Nossa! Como isso sabe bem...."
::Ataque cardiaco::
_____________________><_____________________

Pronto!! O cara deixou de fumar em oito semanas.
brincadeirinha... kkkk

Dá-me um momento

Dá-me um momento.

Aleijas-me a alma como se te fosse permitido e na celebração do teu canto há ruídos que incomodam. Maltratas o que te digo com a arrogância de quem julga saber filhos de quem todos somos e apesar disso esboça-se o meu sorriso.

Alimenta-me que tenho fome de prazer, ouve as minhas mãos no meu ser e sente-as como se em ti fosse.

Dá-me a importância de ser que és na alma que ainda me dói e escuta-me em surdina...

Ouves os meus gemidos fazendo-os teus enquanto na cama o fogo estala ate ao auge de leveza.

Rio-me de mim, para mim, para ti e sei o nosso prazer.

Reflexão de Domingo - Defeitos e Virtudes



Esta imagem de Gilberto de Nucci ilustra o comportamento dos homens, que segundo o autor, caminham pela Terra em fila indiana, uns atrás dos outros, munidos de dois sacos; o das virtudes que carregam ao peito e o dos defeitos que carregam nas costas. Tendo assim uma visão privilegiada sobre as nossas virtudes e mais consciência dos defeitos da pessoa que vai à nossa frente do que dos nossos, julgando-a impediosamente da mesma maneira que a pessoa que vai atrás de nós pode mais facilmente apontar-nos um determinado defeito.

sábado, outubro 24, 2009

Pretensiones de escritora



Hoy por hoy quisier escribir un texto extraordinario, capaz de llevar a quien lo lea a las lagrimas.
Lastima que solo tenga la prentension de ser escritora....

sexta-feira, outubro 16, 2009

A te- Lorenzo Jovanotti Cherubini


A te che sei l’unica al mondo
L’unica ragione per arrivare fino in fondo
Ad ogni mio respiro
Quando ti guardo
Dopo un giorno pieno di parole
Senza che tu mi dica niente
Tutto si fa chiaro
A te che mi hai trovato
All’ angolo coi pugni chiusi
Con le mie spalle contro il muro
Pronto a difendermi
Con gli occhi bassi
Stavo in fila
Con i disillusi
Tu mi hai raccolto come un gatto
E mi hai portato con te
A te io canto una canzone
Perché non ho altro
Niente di meglio da offrirti
Di tutto quello che ho
Prendi il mio tempo
E la magia
Che con un solo salto
Ci fa volare dentro all’aria
Come bollicine


A te che sei
Semplicemente sei
Sostanza dei giorni miei
Sostanza dei giorni miei

A te che sei il mio grande amore
Ed il mio amore grande
A te che hai preso la mia vita
E ne hai fatto molto di più
A te che hai dato senso al tempo
Senza misurarlo


A te che sei il mio amore grande
Ed il mio grande amore
A te che io
Ti ho visto piangere nella mia mano
Fragile che potevo ucciderti
Stringendoti un po’
E poi ti ho visto
Con la forza di un aeroplano
Prendere in mano la tua vita
E trascinarla in salvo
A te che mi hai insegnato i sogni
E l’arte dell’avventura
A te che credi nel coraggio
E anche nella paura
A te che sei la miglior cosa
Che mi sia successa
A te che cambi tutti i giorni
E resti sempre la stessa


A te che sei
Semplicemente sei
Sostanza dei giorni miei
Sostanza dei sogni miei
A te che sei
Essenzialmente sei
Sostanza dei sogni miei
Sostanza dei giorni miei

A te che non ti piaci mai
E sei una meraviglia
Le forze della natura si concentrano in te
Che sei una roccia sei una pianta sei un uragano
Sei l’orizzonte che mi accoglie quando mi allontano
A te che sei l’unica amica
Che io posso avere
L’unico amore che vorrei
Se io non ti avessi con me
a te che hai reso la mia vita bella da morire, che riesci a render la fatica un immenso piacere,


a te che sei il mio grande amore ed il mio amore grande,
a te che hai preso la mia vita e ne hai fatto molto di più,
a te che hai dato senso al tempo senza misurarlo,
a te che sei il mio amore grande ed il mio grande amore,

a te che sei,
semplicemente sei,
sostanza dei giorni miei,
sostanza dei sogni miei...
e a te che sei,
semplicemente sei,
compagna dei giorni miei...
sostanza dei sogni...


quinta-feira, outubro 15, 2009

Et il pluie…



Eu gosto da chuva, da sensação de limpeza, pureza que me transmite. De ouvir o som da chuva no vidro, de ver como as gotas de chuva caem no chão e rebatem, caem nos vidros e deslizam, caem nas poças de água e se fundem. Gosto da metamorfose que sofrem os corpos e objectos, de como vamos ficando gradualmente molhados e de como nos vamos importando cada vez menos com isso. Acho que a chuva é maravilhosa, é suficiente para nos encharcar mas nunca para apagar a nossa sede. É fria, mesmo quando se faz sentir um calor de 40 graus à sombra. Tem um efeito altamente calmante. Adoro o cheiro de terra molhada que me faz viajar. Adoro chegar a casa depois de ter tomado uma chuvada e tomar um banho quente ao som da chuva, vestir o meu pijama, calçar as minhas meias quentinhas, as minhas pantufas e beber uma chávena de chocolate ou de chá bem quente e sentar-me na cozinha com a minha mãe a preparar o jantar e falar com ela sobre como foi o meu dia.

Recordação de uma efeméride…




Mmmm…


Ainda sinto o calor alternativo
Na alma como uma faca afiada….
Aquele som tão característico… Mmmm!...
O de uma espera prolongada.

Embala, embala,
Rebola quente e arde.
Dispara a bala,
Jamais será tarde!

Brinca perdido do tempo e atenções,
Prende-se no calor, bem lá no fundo…
Apertar e sentir-te dono do meu mundo (!...)
No silêncio do escuro das emoções!

Penetra o silêncio tão bem!....
Com a calma de quem nada teme
E a pressa de quem já tudo fez;
Como se soubesse a que horas o Futuro vem.

Faz-se a seu tempo dono e senhor,
Ergue a sua vontade,
Arde de fogo faminto…
Sabe bem no corpo este calor!...)

Assim quente ainda sinto o corpo arder
Como se te demorasses e eu apreciasse
Com todo o sabor a harmonia do enlace,
Pedindo de novo em mim o teu amanhecer…

25 de Dezembro de 2004, Karen

quinta-feira, outubro 08, 2009

O atingir da Realidade



Hoje dei-me conta que por muito que olhemos para atrás o passado não olha para nós. Nunca mais poderás voltar a segurar o teu filho nos braços, nunca mais poderás voltar a amar aquele primeiro amor, nunca mais voltarás a provar o doce sabor do primeiro beijo, dos primeiros lábios, nunca mais voltarás a ter a oportunidade de dizer a alguém uma coisa verdadeiramente importante.
Hoje dei-me conta que fizemos tudo de uma forma muito errada e destruímos em semanas aquilo que levou meses a erguer e a afirmar. Hoje dei-me conta que um não ama para sempre, nem sempre da mesma forma, nem com a mesma intensidade, mesmo que o objecto amado permaneça inalteravelmente igual desde o dia 0. Hoje dei-me conta que as coisas que planeamos nem sempre saem da maneira como as planeamos. Que as coisas que desejamos nem sempre as podemos ter ou são permitidas. Que as coisas amadas por vezes se devem largar da mão.
Suponho que "isto" seja o verdadeiro amor, aquela "coisa" em que toda a gente fala, com a qual toda a gente sonha se esbarrar um dia, ou uma noite, qualquer de preferência ainda jovem, enquanto pode aproveitar o tempo e, se for ainda a cheirar a leite, ainda melhor. A verdade, ou pelo menos a minha verdade, é que as pessoas não se apercebem que quando somos jovens tudo parece ser muito fácil de fazer, fácil de levar, de suportar, tudo é inexplicavelmente acessível e só com o passar dos anos é que nos damos conta que nada é como achamos que era e que tudo perde o seu brilho, eventualmente.
Hoje dei-me conta que fizemos um casal lindo, ou nas tuas palavras "Nos éramos lindos"... Tens razão, fomos lindos. Mas lembro-me de um dia que deixamos de ser Nós e passamos a ser Eu e Tu e hoje dei-me conta que tinha que deixar ir, let go, que se um dia te amei esse amor foi lindo e recíproco mas não posso continuar a viver de sonhos, nem de passado.
Acho que hoje se faz história. Hoje se escrevem apontamentos muito importantes nas linhas do livro da minha vida.

terça-feira, setembro 22, 2009

I'm not an addict

Oohoo (19x)

Breath it in and breath it out
and pass it on it's almost out
We're so creative and so much more
We're high above, but on the floor

Chorus1: It's not a habit, it's cool
I feel alive
If you don't have it your on
the other side

The deeper you stick it in your vein
The deeper the thoughts there's no more pain
I'm in heaven, I'm a god
I'm everywhere, I feel so hot

Chorus2: It's not a habit, it's cool
I feel alive
If you don't have it your on
the other side
I'm not an addict (maybe that's a lie)

Oohoo (8x)

It's over now, I'm cold, alone
I'm just a person on my own
Nothing means a thing to me
Oh, nothing means a thing to me

Chorus2

Free me, leave me
Watch me as I'm going down
Free me, see me
Look at me I'm falling
And I'm falling.........

It is not a habit, it is cool
I feel alive I feel.......
It is not a habit, it is cool
I feel alive

Chorus2

I'm not an addict, I'm not an addict, I'm not an addict.

terça-feira, setembro 08, 2009

Escorpião

Como um escorpião nega uma festa? Não nega. Um escorpião não nega uma festa que lhe pareça interessante.

Um escorpião gosta de aparecer, gosta do mistério inerente ao ambiente nocturno, festivo.

Um escorpião não perde uma boa oportunidade de conhecer gente bonita e interessante, mas também não perde a oportunidade de se passear para deleite dos olhares alheios, de se exibir.

Um escorpião, mesmo aquele que não gosta de dar nas vistas, gosta de saber que não passa despercebido e, de facto não passa, e por isso não dispensa uma boa oportunidade, como é o caso de uma festa, de mostrar que bem se veste, que bonita silhueta exibe, que diálogo interessante possui, de que je ne sais quoi é dono. Um escorpião gosta que lhe apreciem as qualidades, por isso fará de tudo para que estas sejam notadas.

Um escorpião, quando não está em processo de auto-analise, adora conviver, já seja com os seus habituais amigos, já seja com novos por isso mesmo é bastante habitual vê-lo rodeado de gente divertida e interessante, é que, sabem, o escorpião, sabe que é divertido, inteligente e culto e, por isso, não tem a menor paciência para gente sem conversa, gente sem graça, gente ignorante. Da próxima vez que for a uma festa olhe em sua volta, é bem provável que aquela pessoa misteriosa, com olhar atento em toda a sala, rodeada de gente bonita seja um escorpião.

E dito isto resta dizer que um escorpião, mesmo que motivos de força maior lhe impeçam de ir a uma festa sondará todos os intervenientes em busca de todos os detalhes para desta forma celebrar com as memórias de terceiros e poder contar o quão interessante essa mesma festa foi.

segunda-feira, setembro 07, 2009

A sombra da tua ausência

Quero calar. Quero calar para não ouvir, porque a audição desperta a visão e esta abre as portas das emoções e eu só quero ouvir o som da solidão que me traz o silêncio e o sossego que quero que permaneçam no meu coração.

Não te quero, quero não te querer.


Afasto a alegria que junto do teu sente o meu ser.


Giro em redor…


Fecho os olhos e giro em redor de mim…


Fecho os olhos e me encolho e, encolhida, giro em redor de mim, para dentro de mim como se sentisse de novo as minhas costas encostadas ao teu peito, suadas, coladas no teu peito, como se a minha pele e tua fizessem parte de um tecido muito fino e suave e esta sensação extremamente quente e acolhedora faz-me sentir novamente protegida pelo teu hálito quente, pelo teu abraço quente, como quando dormíamos muito abraçados, mãos dadas, dedos e pernas entrelaçados.

Giro em redor, em redor de mim mesma, braços fechados ao redor de mim, e expulso a memória táctil do teu peito encostado às minhas costas e abraço a almofada para não sentir a sombra da ausência do teu braço sob mim mas a noite me atraiçoa e sonho com as aventuras que contigo que nunca vivi.

Ida ao banco

Na realidade nenhum de nós quereria estar aqui.

Todos gostaríamos de estar a fazer coisas totalmente diferentes de esta.

Por exemplo, aquele senhor ali, o careca, está com ar de quem precisa mesmo muito aliviar a bexiga, vejam só da maneira que ele se contorce e roda e olha pra cima e pra baixo tal é o seu desespero...

E ali, aquela senhora do vestido azul? Tem cara de quem queria ter ficado na cama todo o dia "Porcaria de fila, deveria era estar a gozar a minha lua-de-mel"

E aqui, do meu lado esquerdo, uma jovem mãe com uma criança ranhosa e irrequieta... Aposto que ela está a pensar "infeliz sorte a minha, bem me avisou a minha mãe".

É... Esta é a realidade que vejo por detrás dos olhares vazios, distantes nas filas de banco. Eu, por exemplo, tenho o telemóvel a tocar e clientes a espera a porta de casa...

terça-feira, setembro 01, 2009

Smoke ;D

De repente doeu-me a alma por ter tido de deixar Smoke atrás. Tantas noites uma ao lado da outra tanto carinho investido para acabar assim...
Smoke no seu pequeno cérebro deve ter achado que eu nao tinha coração por tê-la abandonado aos cuidados do meu irmão na casa da minha mãe, assim de um momento para o outro ela ainda meio aturdida pelo sedativo que minutos antes da viagem lhe tinha enfiado goela abaixo. Hoje gostaria de ter aqui a minha pequena Smoke, cujo nome inventei numa noite de fumos numa vivenda em vale do lobo por ser negra como o fumo e porque estava a fumar... Rapidamente lhe ganhei um carinho enorme, se bem que me podia irritar imenso com a sua teimosia em saltar pra cima do colchão arcaicamente disposto no chão fresco arranhando-me os pés e mordendo os dedos. Smoke era dependente do meu carinho e eu da sua companhia, por isso calculo que o facto de a ter trocado por um voo barato pra Barcelona a tenha feito entristecer e por isso um dia quando voltei a minha Smoke já não era a mesma, estava arisca, suja, com o pelo baço e a pele mordida por carraças, olhar triste e lambido por melancolia e doente. Smoke era pequena, era negra e foi a melhor gata que algum dia tive, mesmo quando me deixava "presentinhos" no armário... E eu fui uma ma dona... MA!!

segunda-feira, agosto 17, 2009

(sem titulo)

Estou cansado de lutar, tento tirar as imagens de nos que ainda vivem em mim, mas as vezes parece que vou morrer de amor. O amor não mata pois não? Não quero morrer assim, tão jovem, tão cheio de amor para te dar pequena... Queria que não fugisses tanto de ti e parasses de mudar quem és, assim tenho a certeza que me encontrarias dentro do teu coração. Baixo os braços perante a vida porque já não sou capaz de ser eu sem ti, esta falta que tu aprendeste a me fazer magoa-me e eu não quero ser um homem crescido com um coração murcho de dor... Encontra em ti a vontade de voltar, encontra em mim a forca de querer deixar de parecer forte. Encontra-me, vem, procura-me, ama-me de volta...

Quente

Sou quente e fria, mas mais quente que fria. Gosto do calor humano que de ti provem. Gosto do calor molhado que a tua língua me fornece, gosto do calor explosivo com que o teu sexo me brinda. Hoje estou fria por fora e derretida por dentro, queria pular dentro das tuas calcas e calar-te sufocando-te a respiração com o teu sexo na minha boca. Oiço o coração acelerado bater. Sinto tudo dentro de mim mexer a procura de ti. O ventilador de repente já se perdeu na sua função e o quarto começa a ficar demasiado pequeno para tanto desejo... Antes te me perder em ti quero que me vejas, que te retorças com vontade de entrar em mim da mesma maneira que os meus dedos violentos...

Lili a Fotografista XD

Estas aqui, nao estas nada, mas é como se estivesses. Ainda ecoa a imagem dos teus olhos-luzinhas-de-merry-cristmas, ate parece que estou a ver o piscar do teu riso...
"Tao fofinha"!... E parece que estas aqui a dizer disparates e eu como boa escrevidora que sou a corrigir-te os erros toda insatisfeita com a tua dicção a fazer caras muita feias de tão zangada com as quais tu te entretens fazendo retratos fotograficos que tanto nexo com este texto tem...

Mãos em extensão de pele (ou A iminência de um orgasmo, parte I)

Mãos em mim, mãos brutas em minha pele suave cor de espuma de café acabado de tirar. Mãos em mim que tocam pele em toda sua extensão: lábios, nuca, membros, sexo. Mãos em mim, mãos de cores e sabores mil em minha pele gosto de pêssego, sabor de suor, sabor de sexo. Mãos em mim, cheiro de fome, som de medo. Mãos em mim, mãos em alma, mãos na lama que moldam o barro daquilo que penso, mãos que se queimam na solidão do vulcão de mim. Mãos ásperas, cheiro a ti. Mãos alegres, torturas esquecidas. Mãos frias coração quente, paixão em estado de espera. Mãos abertas, costas suadas. Mãos firmes, orgasmo eminente.

Para ler ao som de "Metade" de Oswaldo Montenegro....

A metade de mim que esta do lado de cá do espelho aprendeu a esperar, a morrer na saudade enquanto o meu leito de vida esfriava ao som do bater do relógio biológico que teimamos calar na ausência de ti e que me corrói por dentro.
A metade deste lado do espelho, aquela que tu, na tua cegueira, nao consegues ver, fez-se cidade na tua partida e das nuvens fez agua com que se purificou em todos os recantos.
Aquela metade que tu nao ves, que tu nunca pudeste ver porque nao ves com os olhos meus, alberga em si a dor de um parto negado, a alegria de uma amor eternamente inacabado.
A metade de mim que ainda lembra quem um dia fomos nos ainda guarda os nos na garganta com a nossa partida nos deixou...
A metade de mim que tu não vês suporta a dor da infância que negamos...
A mesma metade de mim que tu não vês mora e morre em silencio para dar lugar a metade de mim que ainda nunca acordou, aquela que continua do outro lado do espelho a espera que chegues e me brindes um café e um cigarro pela manha
Essa outra metade ainda não perdeu o sonho, ainda é criança que brinca por caminhos inundados de luz. A metade de mim que tu não amas também nunca te amou, mas esta, a que eu vejo todos os dias ao espelho nunca deixou de te amar...

segunda-feira, julho 06, 2009

Incubadora de amor

O nosso amor vive numa incubadora à espera de nascer. Às vezes sinto que a qualquer momento ele pode despertar para nos dar a viver melhores tempos das nossas vidas. Às vezes tenho medo que isso aconteça, às vezes ponho-me a pensar como seria se isso acontecesse.

quinta-feira, junho 18, 2009

Metade – Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Hoje apetece-me um beijo teu

Às vezes, só mesmo às vezes, o corpo pede por dor, pela dor física de te ter. É como se a tua ausência me doesse fisicamente, entendes? Desde que deixaste a casa nada mais voltou a ser como era; por mim já passaram muitas casas, vários empregos, várias pessoas. Ainda não consegui encontrar em nenhuma mulher ou nenhum outro homem aquilo que sentia contigo… Por mim o mundo podia acabar que já pouca importância tem. O que eu queria mesmo era estar contigo, poder sair de mão dada a rua só para beber um café como fazíamos quando estávamos juntos. E depois voltar pra casa e ficar a ver um DVD pirata sobre qualquer coisa enquanto queimávamos um maço atrás do outro e conversávamos sobre a banalidade das coisas como se fosse um tema do outro mundo, o descobrimento da ciência itself… Como era bom… Tenho saudades tuas, pah. Tenho saudades de estar bem, de me sentir bem. Tenho saudades de gostar de ti e tu de mim. Hoje apetecia-me um beijo da tua boca, daqueles que me faziam levitar, com o coração aos pulos, que me davam ar e acalmavam a minha alma, daqueles beijos que me sabiam tão bem e me faziam ter medo de te amar tanto. Hoje tenho muitas saudades do teu olhar compreensivo que me dizia "Amo-te bebé" e ao qual eu respondia "Eu também" com um sorriso de orelha a orelha. Hoje apetecia-me abraçar-te quando chegasses do trabalho. Hoje apetecia-me um daqueles chocolates quentes do Jd ao teu lado, mesmo que os teus amigos estivessem lá ao pé a mandar bocas infelizes. Hoje mesmo que chovesse eu sairia a rua pra passear a beira-mar de câmara em punho como fizemos na Figueira. Hoje só queria ser bela aos teus olhos. Hoje apetecia-me imenso estar contigo pro resto das nossas vidas….

domingo, junho 14, 2009

dx

La tua luce ha aperto il mio cuore
illuminandolo di gioia.
Nuove parole vorrei inventare,
parole che vorrei trovare
quando l'orgoglio mi fa tacere,
quando la notte mi fa pensare.
Un dolce bacio,
una tremante carezza
che vorrei cercare,
che vorrei scoprire,
quando tutto viene a mancare
quando tutto non può finire,
e tutto quello che non sono riuscita a dire
vorrei lo sentisse sussurrare
direttamente il tuo cuore
nell'irreale silenzio di un bacio

terça-feira, junho 02, 2009

If you ask me? I would say so

Acredito que a solidão leve alguém a definhar. Chega e instala-se no coração das gentes enquanto as suas raízes crescem e se aprofundam na alma humana. Acredito que se pode morrer de solidão, que ninguém está livre de um dia ser por ela abraçado e lentamente consumido pela sua companhia envenenada. Ela chega, às vezes sem aviso e quando nos damos conta ela já se instalou, criou raízes e pôs o seu veneno para actuar. De repente começas anotar que o barulho lá de fora é muito maior do que era antes, que o silencio hoje se torna mais pesado e mais pesado fica à medida que os dias passam, que a casa onde moras é terrivelmente maior do que imaginavas, que a escuridão da noite é muito mais pavorosa, que a comida começa a sobrar. E lentamente vais deixando de usar todos os compartimentos da casa, começas a atrasar o regresso a casa, começas a ligar o rádio e a TV assim que chegas, começas a comer cada vez menos e a dormir cada vez mais, até que chegas ao ponto onde nunca desligas a TV, começas a acumular os pratos, os talheres e copos sujos no chão do teu quarto até já não haver mais espaço por onde caminhar, já não sais da cama e muito menos pões o pé na rua e por isso deixas o gás acabar, a comida acabar e consequentemente deixas de tomar banho e escovar os dentes, deixas de te pentear e deixas de comer. O telemóvel toca e a caixa postal se enche de emails. Desligas a TV, tapas-te como os cobertores e fechas os olhos. E és só tu. E a solidão. Ela ganhou. Deixaste de existir. O corpo de bombeiros deita a porta abaixo, o cheiro a ovos podres invade as suas narinas e inanimado, sem vida, frio e desfigurado é encontrado aquele que um dia foi o teu corpo. É assim que age a solidão; devagar mas com segurança. Se me perguntares a mim? Sim eu acredito piamente que a solidão pode matar.

terça-feira, maio 19, 2009

Diz-me lá, quero saber; Como é a vida desde essa margem?

Não. Não é egoísmo teres aquilo que mais desejaste e pelo que mais lutaste nestes últimos tempos e mesmo assim desejar dormir abraçada a alguém que te dê o carinho de que careces. Não me parece nada egoísta que tu, tendo passado pelas privações e provações pelas quais passaste sintas necessidade de afecto.

És uma lutadora, mas isso não faz de ti insensível, és uma mulher extremamente doce, do tipo manteiga derretida, mas isso não faz de ti o alvo perfeito para que todos se armem em parvos e reúnam forças para te infernizar a vida. És uma mulher que não soube fazer tudo o que os outros queriam, contrariaste o mundo e, mesmo sabendo um pouco do que te esperava lutaste e remaste até a outra margem. Diz-me lá, quero saber, de que lado a vida é mais bela? Não, espera. Não respondas, já sei a resposta, soube-a mesmo antes de saber a pergunta. Soube-a há uns anos, e confirmei-a quando desatei a chorar convulsivamente sentada na beira da tua cama.

Sei que o bem que tens é o mais desejado, o mais importante e talvez por isso mesmo o mais difícil, mas também sei que farias tudo de novo, com a mesma convicção de que estavas no caminho certo. E adivinha, minha linda. Estavas mesmo no caminho certo.

Hoje olho para ti e vejo uma mulher, uma grande mulher, decidida, lutadora, cheia de afecto para dar, que pode encher a boca a gabar-se porque tem motivos para isso. E por tudo isto és eleita a minha segunda heroína, a primeira já sabes, é a minha mamã, mas o segundo lugar no ranking to dedico exclusivamente a ti, por teres vencido todas as batalhas sem nunca deixar que isso te afectasse a essência, aquela essência que numa noite qualquer de um Novembro qualquer eu conheci e pela qual me enamorei.

Eles nada sabem, não te merecem e se por mim fosse iria até aí raptar-te para que pudesses tirar pelo menos uma folga...

À espera que as minhas pernas me levem até ti para resolver esta merda

Acho que sempre estive aqui, mesmo depois de teres ido embora. Pelo menos não me lembro de ter sentido tanta falta tua ao ponto de ter de sair de mim para te poder encontrar, mesmo embora tenha doído como o caralho. Levei apenas oito horas a poder racionalizar tudo e organizar a informação na minha mente e pô-la de volta ao seu pleno funcionamento. Fiz uma espécie de recapitulação dos episódios que vivemos, perdão, vivi ao teu lado. Sim, porque sempre te tive a partes, nunca por inteiro. Sempre soube que estar contigo era entrar numa roda-viva de filmes e esquemas estranhos, mas achei que poderia compensar, porque quando estavas era bom, foda-se era mesmo bom! Mas quando já não estavas por perto já não tinha assim tanta piada. Sempre soube que chegaria o dia em que um dos dois se fartasse, sempre dei mais probabilidades a que essa pessoa serias tu e, de facto, não me enganei.

Hoje que me ponho a pensar naquele fim-de-semana e já não sinto a mesma dor, aliás, sinto que não tenho a menor vontade de te ver, chego até a ponderar a hipótese de deixar o assunto e cagar pra tua raça. Afinal de contas o que é que eu tenho MESMO para falar contigo? Só de pensar que vou ter de olhar para a tua cara de mosca morta e ouvir as tuas falinhas mansas já me dá um fanico... Acho que melhor fecho-me em casa de quarentena até que me passe esta indisposição que me dá de cada vez que me lembro que tenho que falar contigo...

Esperando a que mis piernas tengan las fuerzas de llevarme hasta ti para resolver lo que aun me falta

Desde que te fuiste creo que siempre he estado aquí... No me acuerdo de haber salido de mi para volver a encontrarte. Perdí el regalo de tu compañía y esa fue una realidad dolorosa que rápidamente acepte; me bastaron apenas 8 horas de pensamiento fijo en todos los pequeños detalles y momentos, una breve recapitulación de nuestra pequeña historia, desde el fin hasta el principio terminando en el final que se conoce y no ninguno más.

Desde siempre supe que te tenía a mitades, a veces ni a mitades te tenia, siempre supe que estar contigo no era la opción más correcta, pero también siempre supe que de un día para el otro irías desaparecer de mi día a día. Seguramente ya adivinaba lo que podría llegar a sufrir si un día te despertaras y me dijeses que ya no daba mas. A su tiempo vino ese día, o mejor esa noche.

Pero no, si lo que quieres saber es si me gustaría volver a verte te diré que no, ya nada en ti me despierta la atención. Y ahora que me tienes aquí, casi vecina de tu puerta, con asuntos pendientes contigo las ganas de tocarte a la puerta que antes tenia ahora se me van, como si sufriese de una alergia fatal. Me incomoda pensar que aun tengo que resolver lo que sea contigo, me cuesta pensar que te voy a tener que ver la puta cara de "yo no fui" que me vas a poner, me revuelve las tripas saber que voy a tener que oírte con tus palabras falsas como si fueran la ultima verdad. Mientras esta reacción alérgica no me pasa mejor me quedo en casa e así evito ponerme peor ahora que casi ya me siento mejor de la adicción a ti.

Dor

Incomoda esta presença soturna que me cerca quando me dou conta que no final do dia não vou dormir com o teu braço servindo de encosto ao meu pescoço. Dói na pele, cada centímetro de pele que foi tua, que tocaste com as pontas dos dedos, cada recanto de mim que saboreaste com a língua, cada milímetro da minha existência material que tocaste com cada milímetro da tua... Incomoda, dói, pica por todo o meu interior sem saber de onde vem esta estranha sensação. Toda eu sou dor; doem-me os olhos de tanto chorar, os lábios de tanto os morder, a garganta que parece que tem um nó cego, doem-me os braços de me abraçar na busca de algum alívio, dói-me o corpo que te dei: mãos e pés, pernas e dedos, ancas e seios, doem-me as pontas dos dedos, doem-me as costas de me curvar em posição fetal para aliviar esta dor que sinto dentro, no peito, no coração, na alma.

Incomoda este vazio no estômago que não me deixa dormir, que me arranha a mente quando tento racionalizar tudo o que se pode ter passado na minha ausência, nas minhas costas, sem que eu me desse conta de nada, provavelmente mesmo debaixo do meu nariz...

Nem fazes ideia do quão difícil se torna; abraço a almofada enquanto me encolho toda quase imaginado que a almofada és tu e é como se a realidade se personificasse num corpo de mulher e essa mulher com ar grave e sério se sentasse na cadeira mesmo em frente à minha cama para me chamar à razão e é justamente nesse momento que me lembro que já não estas aqui e eu não vou poder encostar a minha cabeça no teu ombro, fechar os olhos e dormir nua encostada a ti pele contra pele, suor teu na minhas costas...

Tenho o cheiro dos teus pés nos meus ténis, tenho o cheiro do teu suor entranhado na pele, o sabor do teu sexo nas minhas papilas gustativas ainda perdura e tenho a ausência de ti, a dor dessa ausência que veio do nada, sem motivo ou causa justa. Tenho as tuas palavras ainda gravadas na memória do meu telemóvel, o som da tua voz às vezes ecoa na minha mente e em sonhos tenho-te a ti ao meu lado, mas só em sonhos; sonhos que me fazem vibrar, estremecer, suar, para logo despertar com a sensação de ter levado um murro no estômago, mesmo em cheio tipo "bonzai".